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21/01/14
Estudo revela que faltam farmacêuticos em metade das farmácias do país
Censo realizado pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade Industrial (ICTQ) revela que metade das farmácias do Brasil funciona irregularmente
Da redação

De acordo com um censo lançado nesta segunda-feira (20) por um órgão de pós-graduação para farmacêuticos, o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade Industrial (ICTQ), metade das 97 mil farmácias e drogarias do Brasil funciona irregularmente, sem técnico responsável em horário integral. Além disso, na maioria, a falta ocorre em certas horas do dia, e 10% delas não têm farmacêutico em nenhum momento. ASs informações são da Folha de S. Paulo.

Sob pena de multas e interdição, uma lei de 1973 determina a presença do farmacêutico durante todo o tempo de funcionamento da farmácia para exercer funções como, conferir a receita do médico, orientar o consumidor sobre o remédio e prescrever remédios que não exijam receita médica.

Marcus Vinícius Andrade, que coordenou o estudo, afirma que em muitas farmácias, é o atendente quem cumpre as obrigações do farmacêutico. "Isso expõe a população a complicações em quadros clínicos de saúde e até risco de morte", completou.

Segundo a pesquisa, dos 1.923 entrevistados, 54% não conseguem diferenciar o farmacêutico do atendente de balcão e a maior parte das farmácias irregulares se concentra no Nordeste e no Norte. Piauí, Maranhão e Pará lideram o ranking, com 2.639 estabelecimentos sem nenhum farmacêuticos.

De acordo com a Associação Brasileira de Farmácias (Abrafarma), há um déficit de ao menos 30 mil profissionais. Atualmente, 180 mil farmacêuticos estão registrados no país, mas 30% atuam em laboratórios e unidades de saúde, por exemplo, e não em farmácias.

Para Sérgio Mena Barreto, presidente da Abrafarma, muitas querem contratar, mas não encontram profissionais. "Tem rede reduzindo as unidades 24h porque não acha farmacêutico", disse.

Já o CFF (Conselho Federal de Farmácia) nega que haja falta de profissionais e atribui ao problema o excesso de farmácias, onde muitas funcionam de forma ilegal. Segundo Walter Jorge João, presidente do CFF, o Brasil tem cinco vezes mais farmácia do que o necessário. "Qualquer baiuca se intitula farmácia, coloca uma prateleira e começa a vender remédio", afirma.

João diz que em muitas farmácias consideradas irregulares, a ausência do farmacêutico é temporária. "Saiu para almoçar ou está férias e a farmácia não conseguiu repor", explica, além de contestar ainda os resultados da pesquisa. 

O ICTQ diz ter cruzado dados de todos os conselhos de farmácia do país com os de farmácias e drogarias. Além disso, entrevistou 1.923 usuários e 2.331 profissionais. Para Pedro Eduardo Menegasso, presidente do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, o déficit é causado pela má distribuição dos farmacêuticos. "Há uma concentração de profissionais no Sul e no Sudeste."

Em alguns Estados, a falta de farmacêuticos chegou ao Ministério Público. Na Paraíba, onde 112 farmácias funcionam sem o profissional, algumas delas se livraram de punição porque provaram que não preenchem as vagas por falta de interessados.



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