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21/11/13
EUA: Ferramentas online podem evitar gastos desnecessários com saúde
Pesquisa revelou que população teme atendimentos de baixo custo e esse é um dos principais fatores que fragiliza o sistema de saúde dos país
Da redação

"Você tem o que você paga". Esse velho ditado se aplica a quase todas as modalidades de consumismo nos EUA, menos à saúde. Uma pesquisa revelou que a maioria dos americanos acreditam que o alto custo com a saúde é um dos principais fatores que conduzem ao gasto desnecessários que assola o sistema de saúde dos país. E uma mudança de mentalidade será difícil. Segundo os pesquisadores, será necessário mais do que uma redução nas despesas suportadas pelos consumidores para mudar esse panorama. As informações são do portal Modern Healthcare.

Em uma apresentação realizada nesta terça-feira (19), em Chicago, no Operations and Technology Forum (Fórum de Tecnologia e Operação), evento promovido pelos America's Health Insurance Plans (AHIP) -- associação nacional que representa a indústria de seguros de saúde nos EUA --, Judith Hibbard, pesquisadora sênior da Universidade de Oregon e uma renomada estudiosa sobre consumo em saúde, afirmou que a população teme uma opção de baixo custo. "Eles têm medo do atendimento abaixo do padrão".

Um estudo realizado pelo Catalyst for Payment Reform (CPR) -- organização sem fins lucrativos que trabalha em prol dos grandes empregadores e compradores do setor de saúde --, apresentado nesta quarta-feira (20), aponta uma solução. Uma forma de aliviar esse temor seria revelar para a população norte-americana um comparativo entre o custo de um tratamento junto aos rankings de qualidade. Além disso, ferramentas de transparência de saúde existentes no mercado poderiam ajudar a melhorar esse quadro.

Segundo as análise citadas no estudo, um movimento de transparência na área da saúde espera movimentar, até o ano de 2016, cerca de 3 milhões de dólares por ano para tentar interferir na forma como os americanos escolhem os seus tratamentos. Ferramentas online serão disponibilizadas tanto em sites de órgãos públicos quanto aplicativos oferecidos apenas aos membros de planos de saúde privados. Enquanto os sites variam em suas apresentações, o CPR revela que todos esses esforços podem ser beneficiados com alguns princípios em comum.

Inicialmente, os sites precisam ser fáceis. Judith Hibbard, em sua palestra no AHIP, afirmou que costuma utilizar pouco tempo com os fornecedores mais baratos para ter uma melhor qualidade no atendimento. Mesmo assim, segundo a  pesquisadora, na maioria dos casos os dados não são apresentados de forma clara o suficiente.

O CPR também observou que as companhias de seguros e os empregadores que oferecem planos de saúde para os funcionários precisam incentivar fortemente os consumidores a utilizarem essas ferramentas para, em seguida, verificar as diferenças. Mas, segundo a organização, nenhum desses esforços é fácil.

"Em um contexto mais amplo, muitos desafios relacionados à transparência dos preços persistem, incluindo a "Gag Clause" (cláusula da mordaça, em inglês) -- uma espécie de disposição que pode ser incorporada ao contrato entre médicos e organizações -- e as fracas leis estaduais", de acordo com o estudo. "Antes que possamos alcançar a transparência totalmente funcional na área da saúde, estes e muitos outros obstáculos precisam de atenção cuidadosa".



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