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11/04/17
Ex-secretário de Saúde do Rio é preso em operação da Polícia Federal
Sérgio Côrtes indiciado por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa
da redação

A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de prisão preventiva contra o ex-secretário estadual de Saúde do Rio e ex-diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) Sérgio Côrtes, além de dois empresários, junto com 20 mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva.

Os mandados da Operação Fatura Exposta foram concedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.Segundo a Polícia Federal, as licitações eram direcionadas para beneficiar empresários investigados em troca do pagamento de propina, revela a Agência Brasil.

Eles são acusados de fraudes em licitações para fornecimento de próteses para o Into e para a Secretaria Estadual de Saúde e serão indiciados por corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Além destas acusações, o ex-secretário de Saúde de Sérgio Cabral é acusado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) de tentar barrar investigações, de acordo com informações divulgadas pelo portal Valor Econômico. 

Segundo o MPF, que divulgou nesta terça-feira detalhes sobre a operação que investiga suspeitas de corrupção em contratos na área de saúde do governo do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes tentou atrapalhar as investigações que culminaram na Operação Fatura Exposta, deflagrada hoje pela PF e que acabou por prender Côrtes, de forma preventiva. O MPF diz que Sergio Côrtes influencia até hoje indicações de diretores do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e da Secretaria de Saúde do Rio, tanto estadual como municipal. As informações vieram de um dos colaboradores das investigações. "Além disso, estaria embaraçando as investigações, atuando para constranger colaborador a não celebrar acordo de colaboração premiada, ou para que o mesmo combinasse os temas a serem incluídos em possível acordo, ocultando provas e fatos das autoridades", detalhou o ministério. 

A operação desta terça-feira é mais um desdobramento da Operação Lava­Jato no Rio. Antes, a PF deflagrou as Operações Calicute e Eficiência. A Calicute, em novembro do ano passado, prendeu o ex-governador do Estado, Sérgio Cabral Filho, responsável por instituir o percentual de propina de 5% de todos os contratos celebrados com o Estado do Rio de Janeiro, de acordo com o ministério, e que desviou mais de US$ 100 milhões dos cofres públicos por meio de envio de recursos oriundos de propina para o exterior. Cabral está preso no Complexo de Gericinó, ou Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio. 

De acordo com as investigações dos agentes da Justiça, os crimes na Secretaria de Saúde foram praticados quando Cabral assumiu o governo, em janeiro de 2007, e nomeou Sérgio Côrtes para secretário. 
O delator César Romero, que confessou aos investigadores que também recebia uma parte dos subornos, entregou informações que levaram o MPF e a PF a deflagrarem a Operação Fatura Exposta.  Segundo o delator, "o pagamento das vantagens indevidas nas aquisições por pregões internacionais, por exemplo, se dava na proporção de 5% para o ex­governador e 2% para o ex-secretário. Como havia fraude no pagamento dos tributos na importação dos equipamentos, além desses percentuais, cerca de 40% do total dos contratos era rateado entre Côrtes e o empresário Miguel Iskin, em conta aberta nos EUA (Bank of America)", informou o MPF-RJ. 

A análise do material aprendido na Operação Calicute, em especial anotações de crédito e débito do caixa de recursos em espécie administrado por Luiz Bezerra, um dos operadores de Cabral, revelou que o ex-governador recebia mensalmente de Iskin a quantia de R$ 450 mil. Os valores eram entregues pelo operador financeiro de lskin, Gustavo Estellita, somando um total de, ao menos, R$ 16,4 milhões em dinheiro. Estellita também foi alvo de mandado de prisão preventiva hoje no Rio. 

Nas anotações, verificou-se ainda, de acordo com o MPF-RJ, que Côrtes entregou R$ 300 mil advindos da Rede D'Or para Francisco de Assis Neto, membro da organização criminosa, servidor integrante da Secretaria de Comunicação da administração de Cabral, dono da empresa Corcovado Comunicações LTDA, e atualmente denunciado e preso em decorrência da Operação Calicute. 

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a 7ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro expediu três mandados de prisão preventiva, três de condução coercitiva, além de 41 mandados de busca e apreensão. 



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