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01/03/12
Bahia: Governo e Padilha discutirão crise no Aristides Maltez
Instituição referência em tratamento do câncer ameaça fechar as portas por falta de verbas
Da redação

O secretário de Saúde da Bahia, Jorge Solla, disse nesta quarta-feira (29) que vai levar a situação de crise do Hospital Aristides Maltez (HAM), em Salvador, ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O hospital, que atende 3 mil pacientes com câncer por dia, 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ameaça fechar as portas por falta de verba para cobrir os custos do atendimento. As informações são dos diários baianos Correio* e A Tarde.

 

“Já existe uma portaria que incrementa em 20% o repasse de recursos sobre os procedimentos de média complexidade para as filantrópicas 100% SUS”, disse Solla, em entrevista ao Correio. O secretário vai ser reunir com o ministro no dia 22 de março.

 

Segundo o HAM, o déficit em 2011 foi de R$ 13,5 milhões. O hospital recebe mensalmente R$ 6,2 milhões, mas, de acordo com a direção da instituição, seria necessário um aporte mensal de R$ 957 mil. Em entrevista ao jornal A Tarde, o médico Aristides Maltez Filho, presidente da Liga Baiana Contra o Câncer (LBCC), acusou o secretário municipal de saúde Gilberto José de “tergiversar” sobre o assunto.

 

“Parece que estamos falando de matemática. O extra teto significa pessoas, não são espantalhos, não são ETs, são pessoas que chegam com câncer, às quais não negamos o atendimento. Não tenho o direito de não atendê-los. O HAM não inventou ninguém com câncer, nem simulou casos”, afirmou Maltez Filho ao A Tarde.

 

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador disse que “reconhece o importante serviço prestado aos portadores de câncer que dependem do SUS, por isso vem honrando criteriosamente com o pagamento dos valores pactuados”. A SMS alega também que parte do serviço extra teto que o HAM prestou foi feito em outras cidades, o que “dificulta o equilíbrio financeiro do município (Salvador)”.

 

Crise na pediatria – O Hospital Martagão Gesteira, unidade filantrópica da capital baiana que atende crianças pelo SUS, também afirmou que a SMS deve R$ 400 mil por procedimentos acima do teto em contrato. Além disso, a instituição informou que tenta refinanciar com a Caixa Econômica Federal uma dívida de R$ 18 milhões.

 

De acordo com A Tarde, a SMS solicitou à União a recomposição do teto de média e alta complexidade, beneficiando não somente o HAM, mas também o Martagão e outros hospitais de Salvador. Hoje, o déficit mensal seria de R$ 4 milhões por mês.  

 

>> Leia mais:

Aristides Maltez pode ser fechado por falta de verba



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