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15/07/13
Fanem aposta em inovação e competitividade
Maior fabricante de berçários e equipamentos neonatais do Brasil, empresa quer continuar fazendo história com comando familiar e obsessão pela competitividade
Regiane de Oliveira


Diretor-presidente da Fanem, Djalma Rodrigues: presença em mais de cem países e investimento constante em inovação (Foto: Ricardo Benichio)

O berçário com seis incubadoras que decora o hall de entrada da Fanem certamente é o sonho de consumo de muitos hospitais brasileiros. Equipamentos de ponta, com design sofisticado e alta tecnologia, as incubadoras são a marca registrada da maior indústria de equipamentos médicos no ramo de neonatologia, laboratórios e biossegurança do país. Há quem diga que a Fanem domina 80% do mercado. Outros que, de cada 10 equipamentos dentro de uma UTI neonatal, nove levam a sua marca. Nem a empresa sabe de fato qual a versão correta. Eles são líderes e pronto.
 
Quem visita a sede da empresa, em São Paulo, localizada em um bairro residencial na Zona Norte da capital paulista, percebe que eles concorrem sim, mas contra si mesmos. A necessidade constante de avanço da medicina – mais do que qualquer outra empresa nacional ou internacional –,  esta sim, é a maior concorrente da indústria fundada em 1924, pelo alemão Arthur Carl Schmidt, que veio ao país instalar equipamentos médicos e se apaixonou pelo país. 

Está gravado no slogan da empresa: “Para estar entre os grandes, cuidamos bem dos pequenos”, mesmo que ninguém imaginasse quão pequenos esses bebês poderiam ser um dia. No começo do século XX, uma criança que nascesse com 1,5 kg tinha, no máximo, 10% de chance de sobreviver. Em 1996, o bebê Carlão bateu o recorde nacional de baixo peso. Nasceu com apenas 430 gramas e, após quatro meses com ajuda da tecnologia neonatal, sobreviveu. 

Em 2006, o bebê Arthur tirou de Carlão o título de menor brasileiro já nascido. Ele veio ao mundo com 358 gramas, mas chegou a pesar 282 gramas. Saiu do hospital com 2,1 kg. Em 2010, foi a vez de Ana Júlia surpreender. Nascida com 365 g e 27 cm, do tamanho da palma de uma mão, no Hospital Perinatal, na Barra, Rio. Ela precisou de 132 dias na UTI até conseguir voltar para casa pesando 2,3 kg.

O que estes três vencedores têm em comum? Todos foram amparados por tecnologia desenvolvida pela Fanem. O sonho de Walter Schmidt, filho do fundador, que alavancou os negócios da empresa a partir dos anos 30, introduzindo técnicas e novos padrões para a fabricação de centrífugas e estufas, foi muito além da incubadora modelo 008, que ele apresentou com orgulho nas comemorações do IV Centenário de São Paulo, época em que a indústria paulista começou a ganhar destaque frente ao setor rural.

Não foi um processo fácil. A indústria de equipamentos nacional mal dava seus primeiros passos e já encarava dificuldades que ameaçavam sua continuidade, especialmente se tratando de uma empresa que ao longo do tempo manteve a administração familiar, sem se interessar pelo assédio das gigantes. “No passado, as necessidades eram outras. Enfrentamos, por exemplo, a falta de matéria-prima durante a Segunda Guerra Mundial e tivemos de desenvolver folhas de flandres recicladas para cumprir os contratos de fornecimentos de estufas”, conta Rubens Massaro, gerente de vendas e genro de Djalma Luiz Rodrigues, atual presidente. 

Djalma foi casado com Marlene Schmidt, neta do fundador, que faleceu no ano passado. A quarta geração de herdeiras –  Karin, Kátia e Kristine Schmidt – não atua na empresa, apesar de ser do conhecimento de todos que Marlene sempre achou que um dia as filhas acabariam abraçando a empresa, como ela fez. Mas a quinta geração, os netos de Djalma e Marlene, estão sendo preparados para o negócio. A participação da família não afeta a estrutura profissional, encabeçada pelo diretor-presidente, Djalma Luiz Rodrigues, e, até fevereiro, pelo CEO, Cícero Oliveira, que deixou a empresa por motivos particulares  – a função passou a ser acumulada pelo próprio Rodrigues. Mas isso não parece ser motivo para uma crise interna, uma vez que a Fanem tem uma estrutura gerencial – vendas, comercial, industrial, internacional, fiscal e marketing – bem definida.

A Fanem não nega que enfrentou muitas dificuldades, mas sempre as resolveu como uma família, modelo que não pretende mudar no curto prazo, nem com as várias propostas que a empresa recebe frequentemente. “Ouvimos todas as propostas, mas não temos interesse em vender”, afirma Rodrigues. “Crescemos em nosso próprio tempo. Aprendemos que não há grandes personagens em nossa história; só nossos clientes, nossos colaboradores e os milhões de pacientes pequeninos que ajudamos a salvar e a recuperar”. Ele só esqueceu de mencionar um personagem importante, que é a base do sucesso da empresa: a coragem de arriscar. 

Expansão internacional – A indústria de equipamentos e materiais médicos, hospitalares e odontológicos do país começou seu desenvolvimento mais expressivo na década de 60, época em que a Fanem já tinha 20 anos de liderança em seu segmento de negócios. Neste período, nasceram outras pioneiras, como a Takaoka (do setor de anestesia) e a Baumer (órteses e próteses). Assim como a Fanem, essas empresas também foram criadas por imigrantes que apostaram no país. A Abimo, associação que representa todos os segmentos da indústria brasileira de equipamentos e materiais para saúde, também foi fundada neste período, em 1965. 

*Leia a matéria completa na revista Diagnóstico n° 20.



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