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14/03/14
Fleury tem prejuízo de R$ 800 mil no quarto trimestre de 2013
Esta é a primeira vez que a empresa apura um resultado negativo na última linha do balanço, desde a sua abertura de capital, em 2009
Da redação

São Paulo - O grupo de medicina diagnóstica Fleury, que está em negociação com a gestora de private equity Gávea para a venda de uma fatia de 41,2%, registrou prejuízo de R$ 788 mil no quatro trimestre de 2013. Esta é a primeira vez que a empresa apura um resultado negativo na última linha do balanço, desde a sua abertura de capital, em 2009. O lucro da companhia, no mesmo período de 2012, foi de R$ 16,5 milhões. As informações são do Valor Econômico.

As despesas com a reestruturação da empresa promovida desde o ano passado somaram R$ 15,7 milhões, refletindo no prejuízo. Em 2012, no mesmo período, essa despesa foi de R$ 1,3 milhão. As rescisões trabalhistas e os ajustes na operação de hospitais -- considerados os dois itens de maior relevância -- totalizaram R$ 9 milhões. Entre outubro e dezembro no Rio de Janeiro, o Fleury fechou 25 unidades, entre clínicas e hospitais, e demitiu 700 funcionários. As dispensas geraram um custo de R$ 4,4 milhões.

O grupo fechou 29 laboratórios em todo o país, principalmente os das bandeiras a+ e Lab's Dor. Mas, levando em consideração a totalidade das unidades, não houve uma alterações significativas, já que os laboratórios fechados eram pequenos e dois grandes pontos em São Paulo e na Bahia foram abertos. Segundo Vivien Rosso, presidente do Fleury, as unidades fechadas eram pequenas e sem rentabilidade e, em um curto prazo, o custo da reestruturação que é pontual. Ela explica que o Fleury passou pela fase mais crítica, "o pico da reestruturação". "Agora, os reflexos serão mais brandos a partir deste semestre", complementou.

No último trimestre, a receita líquida da companhia cresceu apenas 3,7% para R$ 399 milhões. O cancelamento do contrato com a Unimed-Rio, que representava de 4% a 5% da receita bruta do grupo, foi um dos motivos. O contrato com a cooperativa médica carioca era deficitário, segundo Vivien. As renegociações com as demais operadoras, fez com que o Fleury conseguisse um aumento de 13,2% no tíquete médio dos exames. Já a marca Fleury e outras bandeiras regionais tiveram crescimento de 15%.

A reestruturação contempla a expansão da bandeira Fleury nos próximos 18 meses em detrimento de marcas regionais como a+ e Lab's. Este ano, a empresa planeja ainda investir R$ 221 milhões, um aumento de 49% em relação ao montante aplicado em 2013. Os recursos serão destinados à abertura, expansão ou modernização de seis unidades, além de novas plataforma tecnológicas.

O primeiro prejuízo na história da companhia chega no momento em que o Fleury negocia a venda do seu controle em meio a um cenário complexo. Nos últimos anos, o grupo fez várias aquisições de laboratórios voltados para a classe média, mas teve dificuldades em gerenciar um negócio com margens tão apertadas e agora retorna ao segmento premium. Mas esse nicho também vem sendo abocanhado por hospitais de ponta, como o Albert Einstein e o Sírio-Libanês.



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