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13/06/12
Fotos no Orkut geram demissão de enfermeira no Prontolinda
Justiça confirmou decisão do hospital pernambucano depois que fotos dos profissionais da UTI foram publicadas na rede social
Da redação

Uma enfermeira do Hospital Prontolinda, em Olinda (PE), foi demitida por justa causa depois de divulgar fotos suas e da equipe que trabalhava na UTI na rede social Orkut. A funcionária recorreu à Justiça, mas o Tribunal Superior do Trabalho (TST)  concordou com os argumentos do hospital e manteve a decisão. O fato ocorreu em 2009 e o pedido de recurso foi negado no último mês de abril, mas a decisão só foi divulgada nesta terça-feira (12). 

A profissional pediu a descaracterização da justa causa, alegando que foi discriminada porque não tinha sido a única a divulgar as fotos no Orkut. A ex-funcionária ainda pedia indenização por dano moral pelo constrangimento causado com a demissão.

A enfermeira chegou a vencer na primeira instância, que reverteu a justa causa e ainda condenou o hospital a pagar R$ 63 mil por danos morais. Segundo o juiz da 3ª Vara do Trabalho de Olinda, as fotos mostravam "o espírito de confraternização, de amizade, união e carinho entre os funcionários".

O Prontolinda argumentou que as fotos motivaram comentários de mau gosto na rede social, além de expor intimidade de outros funcionários e pacientes sem autorização. O Prontolinda disse também que a imagem do hospital foi associada a "brincadeiras de baixo nível, não condizentes com o local onde foram batidas".

“O profissional não deixa de ser um funcionário nas redes sociais e precisa ter bom senso ao mencionar a sua empresa”, disse ao Portal Diagnósticoweb Silvio Tanabe, consultor de marketing digital da Magoweb, empresa especializada no desenvolvimento de soluções para internet para pequenas e médias empresas.

Disputa judicial - A decisão, no entanto, foi revista pelo TRT, que concordou com os argumentos do hospital e confirmou a decisão por justa causa. Na decisão, a corte falou sobre a inadequação das imagens, citando, como exemplo, uma foto que mostrava "uma das enfermeiras semiagachada e uma mão supostamente tentando apalpá-la". A profissional ainda tentou recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho, mas a Segunda Turma negou o pedido. Não cabe mais recurso no caso.

Em nota, o Prontolinda afirmou que não iria se pronunciar. 

*Com informações do Jornal do Commercio e do Estado de S. Paulo



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