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15/05/15
Gasto público com saúde no País é inferior à média mundial
Dados da OMS revelam que mais da metade da conta da saúde de um brasileiro continua sendo paga pelo bolso do paciente
Da redação

São Paulo - Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais da metade dos custos da saúde de um brasileiro continua sendo pago pelo próprio paciente. Além disso, o estudo revela que o governo brasileiro destina anualmente à saúde de cada cidadão menos do que a média mundial. Em média, gastos públicos em países desenvolvidos chegam a ser mais de cinco vezes o que o Estado brasileiro disponibiliza. As informações são da agência Estado.

Em média, em 2012 o governo brasileiro destinou para cada cidadão uma média de aproximadamente US$ 512 por ano em saúde. O valor é quase cinco vezes superior ao que se investiu em 2000, quando o gasto público com saúde era de apenas US$ 107 por ano. A constatação da OMS é de que os valores continuam abaixo da média mundial, apesar do crescimento.

De acordo com a entidade, em 2012, os gastos públicos com saúde em todo o mundo foram de US$ 615,00 por pessoa. A disparidade com os países ricos é ainda maior. Em média, países desenvolvidos destinaram US$ 2,8 mil a cada um de seus cidadãos em contas relacionadas à saúde. 

Há casos em que os gastos são mais de dez vezes superior aos do Brasil. Como na Noruega, onde o Estado arcou com uma média de US$ 7,9 mil em saúde para cada cidadão. No Japão, os gastos públicos chegam a US$ 3,9 mil por pessoa. Em Luxemburgo, são US$ 6,3 mil. E na Suiça, US$ 5,9 mil. 

Os gastos com saúde que acabam nas contas do Estado nos Estados Unidos também são superiores ao Brasil. Em média, um americano consome US$ 4,1 mil do governo por ano. Em Portugal, os gastos são mais de duas vezes superiores aos do Brasil, em termos per capita. 

A OMS revelou também que, do outro lado da classificação, os gastos públicos na África continuam mínimos. Em um ano, um africano foi atendido por apenas US$ 53,00 em dinheiro público.

Bolso - Outra constatação segundo dados da OMS é de que, no Brasil, quem ainda paga pela saúde é o paciente, através de planos de saúde ou gastos privados. Cerca de 47,5% da conta final da saúde é arcada pelo poder público, contra 52,5% da conta para cada cidadão. Na média mundial, a proporção é oposta: 57,6% dos gastos com saúde são arcados por governos, contra 42,3% pagos pelos cidadãos.

Apesar da diferença entre o Brasil e o restante do mundo, a OMS revela que, nos últimos anos, o País tem conseguido progresso. Em 2000, 4,1% do orçamento nacional do estado era destinado à saúde. Em 2012, esse número chegou a 7,9%. 

No mundo todo, no entanto, dados da OMS demonstram que, em média, os governos destinam 14% de seus orçamentos nacionais para a saúde. Nos países ricos, a taxa é de 16,8%. Ao todo, 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é destinado para a saúde em 2012, contra 7,2% em 2000.



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