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27/02/12
Gestão participativa é razão do sucesso da Unimed Recife
Enquanto unidades de outros estados passam por direção fiscal da ANS, a unidade da capital pernambucana cresce e investe R$ 18 milhões no terceiro hospital próprio
Raissa Ebrahim, do Recife

Some investimentos maciços em um dos mercados de saúde que mais crescem no Brasil à expertise de uma gestão de 15 anos. O resultado? Um salto de 94 mil para 162 mil vidas em apenas dois anos, um aumento de mais de 72%. Os números são a prova da excelência que a Unimed Recife vem trilhando nos seus 40 anos de existência. Enquanto 163 Unimeds – sete da Região Nordeste – passam por regime de direção fiscal por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a unidade da capital pernambucana inaugurou, em outubro do ano passado, seu terceiro hospital próprio, o Unimed Recife III (HUR III). Um investimento de R$ 18 milhões que gerou 1.045 empregos diretos e outros cinco mil indiretos, ajudando a fortalecer ainda mais o segundo maior polo médico do país.

 

Na opinião da presidente da Unimed Recife, Maria de Lourdes de Araújo, o diferencial do grupo, que reúne aproximadamente 1.900 médicos, é a adoção de uma gestão participativa e a atenção dispensada ao cliente. É o dono da cooperativa o maior partícipe do negócio, com atuação direta e intenso poder de decisão. A dirigente costuma dizer que o discurso da Unimed Recife é pautado pelo trinômio colaborador, cliente e cooperado. “Vivemos 24 horas por dia em prol desses três fatores”, salienta ela, conhecida pelo pulso firme na tomada das decisões. “Muita gente diz que o âmago de uma cooperativa é o médico, é o colaborador, mas se os três pilares não estiverem afinados, não há como se sustentar e andar para frente”.

 

Considerada a maior do Norte-Nordeste, a rede própria da Unimed Recife é composta, ao todo, por três hospitais e 15 centros médicos espalhados pela capital e região metropolitana, a exemplo de Ipojuca (Porto de Galinhas), Vitória de Santo Antão, Cabo de Santo Agostinho e Goiana, além das unidades odontológicas da Ilha do Leite, Boa Viagem e Olinda. “A concorrência no mercado pernambucano é muito alta, o que nos força a investir mais alto ainda”, atesta o superintendente administrativo financeiro do grupo, Francisco de Assis Galvão. “De todo o Norte-Nordeste, a Unimed Recife é a que possui o maior grau de competitividade, apresentando, inclusive, um alto crescimento do quadro de cooperados e clientes”.

 

O grupo também traçou uma rota diferente de seus congêneres, que vêm perdendo cooperados e acumulando prejuízo, a exemplo da Unimed Salvador. Somente entre julho e novembro de 2010, a empresa somou mais 38 cooperados à operação. Sinal de confiança da condução do negócio. Além de pagamentos em dia,  tabelas competitivas e a participação nos resultados, a operadora passou a oferecer cursos de especialização gratuitos. Quarenta médicos foram contemplados com o financiamento de um MBA em gestão empresarial. “O progresso da Unimed Recife deve-se, essencialmente, à boa administração”, acredita Alberto Ferreira da Costa, provedor do Real Hospital Português. “A gestão local é mais eficiente. Não por acaso, a Unimed Recife vem superando as demais unidades do país”.

 

Liderança – A diretoria local é composta por 23 membros, entre diretores e conselheiros. Em seu quarto mandato, a atual presidente é um dos três “expoentes” da equipe de gestores que se revezam à frente do comando da operadora há 15 anos, além dos diretores Antônio Cruz e Divaldo Bezerra. “A impressão que se passa é de competência. Prova disso é o nível de relacionamento e de abertura, nada pautados pelo sentimento de que somos adversários”, comenta Fernando Ventura, sócio do Hospital de Olhos Santa Luzia, localizado na zona norte do Recife.

 

Para Eustácio Vieira, presidente do Grupo Fernandes Vieira – detentor de dois dos maiores hospitais da cidade, o Santa Joana e o Memorial São José –, o que define o sucesso de Maria de Lourdes e seus gestores é o comprometimento. “Sem respeito e credibilidade não há como o coletivo vencer. A Unimed Recife possui uma liderança de respeito nacional”, ressalta.

 

Verticalização – Com o crescimento impulsionado pelo boom econômico experimentado por Pernambuco, a partir dos anos 2000, a Unimed Recife começou a priorizar a expansão da rede própria, principalmente após a entrada em  operação do Complexo Industrial Portuário de Suape. Localizado a cerca de 50 km da capital, entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, no litoral sul do estado, o porto conta com 100 empresas em operação e 30 em fase de instalação, com investimentos que já somam cerca de US$ 17 bilhões. Um aporte que já rendeu à carteira da operadora mais de 25 mil vidas,  somente com a captação de planos empresariais. “Por conta dessa demada, tivemos que abrir um centro médico no Cabo de Santo Agostinho, outro menor na Praia de Porto de Galinhas e um no Estaleiro Atlântico Sul, que inclui atendimento clínico, fisioterápico e odontológico durante todo o dia para os quase 10 mil funcionários”, enumera Lourdes. 

 

“As ações do Recife têm servido de modelo para todo o sistema nacional. São exemplos de gestão no campo operacional, técnico, financeiro. Tudo dentro de uma visão político-administrativa que busca o equilíbrio através de técnicas modernas”, completa o presidente da Confederação Norte-Nordeste das Unimeds, Reginaldo Tavares de Albuquerque.

 

Unimed Recife III – Para 2012, o grupo já prevê a construção de uma nova unidade em Ipojuca, para ajudar a atender à demanda de Suape, além de ações para tornar o HUR III mais completo. O serviço de ressonância magnética deverá ser totalmente implantado até março, juntamente com a unidade de fisioterapia. Localizadas na Ilha do Leite, bairro da área central do Recife, as instalações do HUR III ocupam um prédio de 16 andares, com 108 leitos de enfermaria, 40 de UTI, 28 de observação, 45 apartamentos privativos, 11 de luxo, 10 salas de cirurgia e sete consultórios, além da ala de urgência-emergência, que somam 22 mil m². O equipamento tem capacidade de realizar procedimentos em especialidades como ortopedia/traumatologia, cardiologia, neurocirurgia e cirurgia geral, além de possuir clínica médica e atendimento a queimados.

 

No próximo ano, quando o hospital estiver operando com sua capacidade plena, a unidade deverá realizar 12 mil atendimentos de emergência e 1.200 cirurgias por mês.

 

“Unimed Brasil”Na opinião de Horácio Cata Preta, sócio da HVCP Consultoria Empresarial e ex-diretor de Projetos e Serviços da Fenaseg, uma gestão nos moldes da Unimed pode trazer inúmeros benefícios, mas, por outro lado, também termina sendo terreno fértil para algumas dificuldades mercadológicas. “As Unimeds precisam pensar em um processo de união, de atuação em torno de uma única Unimed”, defende Cata Preta. “Isso fortaleceria o sistema e aumentaria a competitividade, enquanto as mais fracas, em vez de só venderem planos de saúde, também se tornariam prestadoras de serviços”.

 

Embora reconheça que a Unimed Recife tem feito um bom trabalho nos últimos anos, Cata Preta acredita que o sistema poderia ser mais eficiente se houvesse uma visão mais estratégica da operação. “Não adianta Recife ser grande apenas regionalmente”, pontua. “Se pensarmos a Unimed como plano saúde, é o maior do Brasil, mas é divido em 370 unidades espalhadas por todo o país, de realidades completamente distintas. Ser forte na imagem não é tudo”, finaliza.

 

Um pouco de história - A Unimed Recife surgiu em 1971, nas dependências da antiga Sociedade de Medicina de Pernambuco, atual Associação de Medicina do Estado (Ampe). Naquela época, o registro levava o nome de Cooperativa Regional para Prestação de Serviços Médicos e Hospitalares (Comeper). Um ano depois, o grupo conseguiu seu primeiro contato e o registro da marca. A Comeper, em 1975, passou a funcionar no Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe). Naquela época, a Unimed Recife funcionava com apenas três funcionários nos setores de vendas, serviço externo e atendimento. A época era marcada por um Pernambuco ainda extremamente rural, que nem sonhava em colher os frutos da atualidade. Em 1976, a marca de Unimed Recife foi doada para a Unimed Brasil, passando a ser utilizada pelas cooperativas médicas do sistema ao longo de todo o território nacional. Em 1987, a Unimed Recife atingiu a marca de 600 cooperados e quase 50 mil beneficiários.  



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