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03/09/14
Governo de São Paulo assume hospitais privados desativados
Desde 2013, pelo menos quatro prédios já foram transformados em hospitais públicos. Projetos já demandaram cerca de R$ 135 mi em desapropriações, reforma e compra de equipamentos
Valor Econômico

Desde 2013, o governo de São Paulo está desapropriando imóveis de hospitais particulares desativados. Pelo menos quatro prédios já foram considerados de utilidade pública e transformados em hospitais públicos. Os projetos já demandaram cerca de R$ 135 milhões em desapropriações, reforma predial e compra de equipamentos. As informações são do Valor Econômico.

Entre eles, está o prédio que abrigou durante 40 anos o Hospital Panamericano, da operadora de planos de saúde Samcil, em liquidação judicial desde 2011. A partir do próximo ano, o imóvel será transformado em uma unidade especializada em ortopedia e traumatologia e funcionará como um braço do Hospital das Clínicas (HC).

Com investimentos de aproximadamente R$ 67 milhões da Secretaria Estadual de Saúde, do total, R$ 30 milhões serão destinados para a reforma do prédio. A outra parcela, de R$ 37 milhões, será para a desapropriação do prédio, que pertence ao empresário Roberto Horst, filho do fundador da Samcil, Luiz Roberto Silveira Pinto, morto em 2011. Empresário do setor imobiliário, Horst questiona a avaliação e, portanto, o pagamento será feito em juízo.

Fontes do setor afirmam que, antes da desapropriação, Horst pretendia erguer no local um hospital de alto padrão e já havia obtido, inclusive, um financiamento. Enquando a Samcil fechou as portas, a Rede D'Or e Albert Einstein chegaram a analisar o imóvel do Panamericano.

A nova unidade ligada ao HC faz parte de um projeto da Secretaria da Saúde de criar uma rede de hospitais especializados em trauma e estará ligado ao sistema de resgate que atende as emergência e acidentes ocorridos em São Paulo. Atualmente, casos de traumatologia e ortopedia atendidos pelo resgate são enviados ao HC, Santa Casa de São Paulo ou Hospital do Mandaqui.

Há cerca de duas semanas, a Secretaria Estadual de Saúde também inaugurou uma unidade do Instituto do Câncer (Icesp), em Osasco, onde antes havia uma clínica oncológica que faliu. O governo investiu R$ 13 milhões para aquisição de equipamentos médicos e obras e pagou outros R$ 13 milhões pela desapropriação do imóvel. A unidade também fará parte de um projeto do governo que pretende criar uma rede com centros especializados em oncologia.

Em 2013, o governo paulista chegou a anunciar a desapropriação do hospital Santa Marta, que estava inativo no bairro de Santo Amaro e pertencia à Samcil. O projeto não avançou porque, segundo a secretaria, o gasto de R$ 72 milhões é alto para por o hospital em funcionamento.

A Prefeitura de São Paulo também adota iniciativas semelhantes. Fechado há cerca de quatro anos, o imóvel do Hospital Santa Marina foi adquirido pelo empresário Edson Bueno, fundador da Amil, em um leilão, por R$ 55 milhões. Bueno, no entanto, desistiu da transação após uma negociação com a secretaria municipal da saúde, que já tinha planos de transforma ro prédio em um hospital público.

A administração do Santa Marina, que agora se chamará Hospital da Vila Santa Catarina, será feita pelo hospital privado Albert Einstein, que investirá R$ 24 milhões para a compra de equipamentos médicos e na reforma predial do hospital, situado próximo ao Aeroporto de Congonhas.

O custo anual do Hospital da Vila Santa Catarina, que reabrirá as portas em 2015, é estimado em R$ 134 milhões e será pago pelo Albert Einstein. Deste total, R$ 18 milhões serão subsidiados pelo SUS e os outros R$ 116 milhões virão da isenção tributária do Einstein, hospital filantrópico que reverte sua renúncia fiscal em projetos ligados à saúde pública. No triênio 2012-2014, a sua isenção tributária soma R$ 566 milhões.

Outra desapropriação realizada pela prefeitura de São Paulo foi o imóvel do Hospital Vasco da Gama, que também pertenceu à Samcil. O prédio, que foi avaliado em R$ 17,5 milhões e pertence atualmente a um banco, era a garantia de um financiamento tomado pela Samcil, que não conseguiu pagar o empréstimo. A municipalização do hospital ainda não foi concluída e, segundo a prefeitura, o valor será depositado em juízo.

Em 2011, antes de encerrar as atividades, a Samcil era dona de sete hospitais, que poderiam render entre R$ 200 milhões e R$ 450 milhões, caso fossem vendidos. Porém, seis deles tinham sido colocados como garantia de empréstimos bancários.



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