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26/09/14
Governo questiona movimento das Santas Casas por mais recursos
Ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, considerou estranha a deflagração de um movimento desse porte às vésperas da eleição
Do P&P Saúde Suplementar

As Santas Casas e hospitais filantrópicos realizam, nesta quinta-feira (25), uma paralisação de seus atendimentos eletivos em todo o País. O movimento nacional, nomeado de “Dia Nacional de Luto pela Crise das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos”, foi aprovado em assembleia pelo segmento, em agosto, e vai vestir os profissionais de preto, em forma de luto pelo pouco recurso investido na saúde pública. O objetivo é alertar a sociedade sobre o subfinanciamento, com ênfase na realidade da crise vivenciada há anos pelos filantrópicos, e pressionar o governo a cumprir com os compromissos firmados com os hospitais.

O movimento já conseguiu resultados, antes mesmo de começar. Nessa quarta-feira, representantes da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) foram recebidos pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. O encontro atendeu a uma das demandas do segmento, que solicitava uma audiência no Palácio do Planalto para entregar um documento com pleitos do Setor. A CMB pediu garantias de que os hospitais vão receber os incentivos prometidos pelo governo até o final do ano, no valor de R$ 2,5 bilhões, referentes à segunda parcela do programa de Incentivo à Contratualização (IAC); e a criação de uma linha de crédito via Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nos moldes do Pronaf, voltado para a agricultura.

No entanto, mesmo reconhecendo as necessidades do Setor, o governo não está satisfeito com os rumos que o movimento filantrópico está tomando. Nos bastidores, a relação com o Ministério da Saúde está abalada. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, questionou a intenção das Santas Casas, alegando que havia uma parceria entre o Ministério e as entidades. Já o ministro Mercadante afirmou ser estranho a deflagração de um movimento desse porte às vésperas da eleição.

A CMB afirma que não há interesses políticos eleitoreiros na paralisação. Mas espera apenas chamar a atenção para os problemas que as entidades – que respondem pormais de 50% dos atendimentos (ambulatoriais e internações) do SUS – estão enfrentando. Mercadante parece ter se convencido da boa fé das Santas Casas, mas pediu que as entidades reconheçam os problemas de gestão. O ministro da Casa Civil reuniu-se com o ministro da Saúde ainda no final da noite de ontem para analisar os pedidos e ver o que poderia ser feito.



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