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08/11/12
Grupo de energia investe na gestão de Santas Casas em São Paulo
Através do Programa de Revitalização de Hospitais Filantrópicos, CPFL tomou medidas para solucionar problemas que resultaam em inadiplência
Da Redação

Em 1997 a CPFL Energia assumiu a Cesp no processo de privatização das empresas do setor de energia. Na ocasião, o grupo se deparou com um problema complexo. Um dos clientes inadimplentes eram as Santas Casas de Misericórdia no interior de São Paulo, que estavam com sérios problemas financeiros. Por outro lado, ciente que deve ser preservado o fornecimento aos serviços que dizem respeito aos interesses relevantes da comunidade, como um hospital, a CPFL decidiu ajudar os hospitais, através de doações de equipamentos médicos.

Depois de cinco anos de doações que somaram cerca de R$ 7,5 milhões, o grupo constatou que não houve progressos nos balanços das instituições - que insistiam em não pagar a conta de energia -, nem no atendimento aos pacientes.

Em 2003, a CPFL decidiu mudar a estratégia. Iniciou o Programa CPFL de Revitalização de Hospitais Filantrópicos, que visa a capacitação de novos profissionais para tentar melhorar a situação das Santas Casas. Contratou a consultoria de gestão Cealag (Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão) e, em aproximadamente dez anos, investiu R$ 13 milhões para capacitar 5 mil profissionais de 100 hospitais no interior de São Paulo, cujo fornecimento de energia já estava sendo realizado pela CPFL.

De acordo com Augusto Rodrigues, diretor de comunicação e responsabilidade social da CPFL, em 2007, a taxa de inadimplência dos hospitais, que era de 12%, caiu para 2,8% em 2010. Nesse grupo, também estão inclusos os hospitais particulares. Mas, segundo Rodrigues, a grande maioria dos estabelecimentos de saúde inadimplentes são públicos.

Além disso, a ação de direcionar algumas unidades para atendimentos específicos está contribuindo para a melhoria do desempenho, e em algumas regiões de São Paulo, as Santas Casas estão sendo transformadas em maternidades, hospitais pediátricos, entre outras especialidades. Segundo Rodrigues, muitas delas não conseguem se manter por causa da concorrência. "Ás vezes em uma cidade pequena há três prontos-socorros e faltam médicos especialistas", disse.

Resultado - Através do cronograma de capacitação, que durou dois anos, os 60 primeiros hospitais tiveram uma redução de 13% na taxa de mortalidade dos pacientes e no tempo de permanência de internação. Houve também uma queda de 21% no índice de infecção hospitalar, e de 40% no tempo de espera no pronto-socorro. Este ano, mais 40 Santas Casas das regiões de Campinas e São José do Rio Preto entraram no programa da CPFL.

A grande maioria das Santas Casas é deficitária porque os repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) possuem valores defasados, com déficit de aproximadamente 40% em relação aos custos dos procedimentos realizados. O passivo desses hospitais em São Paulo é de cerca de R$ 3 bilhões. De acordo com Edson Rogatti, presidente da Fehosp, da Federação dos Hospitais Filantrópicos (Fehosp), "há algumas Santas Casas superavitárias porque conseguem parcerias como essa da CPFL, com o governo municipal e têm um plano de saúde para cobrir a defasagem do SUS", disse.

*Com informações do Valor Econômico.



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