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04/08/15
Haddad executa apenas 6,5% de R$ 1,6 bi previsto para Saúde
Secretário municipal da Saúde, José de Filippi Júnior, declarou que a execução orçamentária divulgada está desatualizada e a pasta já teria gasto o equivalente a 15,6% do previsto
Agência Estado

São Paulo ­ A gestão do prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) terá dificuldades para cumprir as promessas do setor de Saúde. Em quatro anos de mandato, os sete compromissos firmados pelo prefeito no Plano de Metas, conforme dados do site de acompanhamento do plano, consumiriam cerca de R$ 1,6 bilhão em verbas. Mas apenas R$ 108,9 milhões, o que representa 6,5% do total, foram efetivamente gastos. No entanto, o secretário municipal da Saúde, José de Filippi Júnior, declarou que a execução orçamentária divulgada está desatualizada e a pasta já teria gasto o equivalente a 15,6% do previsto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em junho, um balanço divulgado pela Prefeitura mostrou que a gestão cumpriu, até o momento, apenas um de cada quatro compromissos previstos no Plano de Metas em todas as áreas. Em relação à Saúde, os recursos deveriam ser investidos em três hospitais, na construção e reforma de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto-­Atendimento (UPAs), na adoção da Rede Hora Certa, na criação do prontuário eletrônico do paciente, na recuperação de hospitais e na abertura de Centros de Atenção Psicossocial (CAPs). Porém, dos 146 novos equipamentos e reformados prometidos, apenas 19 foram entregues e outros 28 ainda estão em obras.

A Rede Hora Certa, uma das principais bandeiras da campanha de Haddad, foi criada. No entanto, das 32 unidades prometidas, apenas oito foram inauguradas e sete deverão ser entregues neste mês. A gestão conseguiu diminuir o número de pessoas na fila de consultas e exames que, em dezembro de 2012, último mês da gestão Gilberto Kassab (PSD), passou de 679,5 mil para 511,8 mil em fevereiro de 2014. No entanto, a lista de espera de cirurgias cresceu apenas 10%, de 56,9 mil para 63 mil.

Das 43 UBSs prometidas apenas quatro saíram do papel. Apenas dois CAPS foram entregues e outros dois readequados para ampliação do serviço ­ a prefeitura promete mais 30 até 2016. De acordo com a Prefeitura, 15 UBSs estão licitadas e as obras terão início neste mês, com previsão de entrega para daqui a um ano.

Em pronto-­atendimento e emergência, duas UPAs foram entregues e 13 obras foram iniciadas, sendo que a promessa é ter 25 desses equipamentos na cidade. Outra promessa de campanha de Haddad foi melhorar a estrutura de 16 hospitais, sendo que apenas um teve o serviço finalizado. Obras iniciais de reestruturação foram realizadas em outras oito unidades e a gestão reativou 294 leitos que estavam fechados por falta de pessoal.

Segundo Filippi Júnior, R$ 250 milhões já foram executados e outros R$ 70 milhões a secretaria investiu em ações complementares às metas consideradas igualmente importantes para o setor de Saúde. O secretário se refere à verba utilizada em projetos como a reforma de unidades para torná­-las acessíveis. Ele explica que a execução orçamentária é baixa porque as obras mais caras demoram para ficar prontas. Segundo ele, obras em três hospitais, no valor de R$ 750 milhões, por exemplo, representam cerca de metade de toda a verba prevista para os quatro anos. Ainda conforme o secretário, mais R$ 180 milhões serão gastos no segundo semestre, o que colocará o índice de execução, no final do ano, em 27%.

O ritmo das obras, para o titular da Saúde, foi prejudicado devido à ausência de projetos e licitações prévias das obras necessárias para novas unidades e pela restrição orçamentária da Prefeitura. Segundo ele, nos dois primeiros anos de governo, foi preciso focar na elaboração de projetos, definição de terrenos, desapropriações e licitações.



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