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05/12/11
Hospital das Clínicas de Pernambuco: desafios e avanços de gestão
Marcos Carvalho, diretor administrativo da instituição, conta como foram sanadas as dificuldades financeiras da unidade
Raissa Ebrahim, do Recife

Gerir um hospital universitário no Brasil não é tarefa fácil, principalmente quando recursos e pessoal precisam se alinhar a serviços básicos de saúde, alta tecnologia e atividades docente-assistenciais. Os custos terminam sendo, quase sempre, bem mais elevados do que os de hospitais não universitários. Na sua trajetória institucional, o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC-UFPE) não contava com uma metodologia consistente de mensuração e avaliação desse valores. Nos últimos quatro anos, no entanto, a atual gestão voltou os olhos para alguns detalhes que fizeram, por exemplo, o hospital saltar da 24ª para a 7ª colocação no ranking de hospitais universitários do Ministério da Saúde. Na semana passada, o diretor-superintendente, George Telles, assumiu novamente o mandato, para o quadriênio 2011-2015. Será o segundo mandato consecutivo dele, à frente do HC-UFPE desde 2007. O diretor administrativo da instituição, Marcos Carvalho, abriu as portas para mostrar à Diagnóstico os desafios e avanços dos últimos anos.

 

Diagnóstico – Qual era a situação do HC antes das mudanças da atual gestão? E como estão os números hoje?

Carvalho – O hospital era devedor e deficitário. Após alguns ajustes, equilíbrios e controles, chegamos a uma média de 25% de superávit. Tudo isto foi potencializado pela Reformulação dos Hospitais Universitários (Rehufe). Em 2008, nosso aporte financeiro vinha 75% através do Ministério de Educação e 25% através do Ministério da Saúde. Depois de muita conversa com o Governo Lula, conseguimos chegar a uma paridade, o que foi bastante benéfico. Naquela época, para se ter ideia, estávamos na 24ª colocação no ranking de hospitais. Hoje, ocupamos a 7ª e, em breve, com a inauguração do serviço de emergência, vamos passar para a 6ª posição num indicador que toma como base as áreas de pesquisa, ensino, extensão, educação, saúde, procedimentos, cursos de pós-graduação, mestrado, doutorado, entre outros.

 

Diagnóstico – Quais foram as prioridades definidas para alcançar estes resultados?

Carvalho – A gestão priorizou a transferência de recursos para as áreas mais necessitadas. Houve, por exemplo, modernização de equipamentos e de pessoal, criação de uma controladoria, de uma seção de controle de contratos, de um setor de planejamentos. Somente a criação do setor de planejamento nos rendeu, entre março e julho deste ano, uma economia de R$ 6 milhões, sendo R$ 1,6 milhão somente envolvendo soros e soluções. Processos que antes demoravam 5 meses, hoje já são feitos, em média, dentro de três semanas. Isso nos mostrou que, quando há economia e agilidade, é possível abastecer o hospital e realizar obras.

 

Diagnóstico – Quais foram os investimentos?

Carvalho – O HC da UFPE também investiu na criação de mecanismos de controle de procedimentos e faturamentos, bem como informatizou toda a instituição. Colocamos internet sem fio nos ambientes para facilitar a comunicação e estamos atualmente digitalizando todos os mais de 1 milhão de prontuários médicos junto ao núcleo da própria universidade. De 2008 para cá, foram investidos mais de R$ 9 milhões na renovação do parque tecnológico.

 

Diagnóstico – Quais foram as melhorias promovidas?

Carvalho – Foram adquiridos mamógrafo, ressonância magnética, ultrassons, videoendoscopia, aparelhos de raio-x e máquinas para hemodiálise, entre outros. As reformas estruturais adequaram e modernizaram setores como o centro obstétrico, berçário, cirurgia ambulatorial, enfermaria pós-operatória, Serviço de Arquivo Médico (Same), diagimagem, Laboratório e Núcleo de Epidemiologia (Nepi). O atendimento ganhou cinco novos ambulatórios nas especialidades de dor abdominal, doenças funcionais, gastroenterologia pediátrica, amamentação e dor. Além disso, houve implantação da rede lógica em todos os setores (informatização), a nova emergência de alta complexidade, prevista para o final de dezembro, e a nomeação de 437 novos servidores, sendo 40% de cargos administrativos e 60% da área assistencial. 



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