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11/03/15
Hospitais da Cisjordânia sofrem com falta de repasse de impostos por Israel
Pelo terceiro mês consecutivo, Israel se recusou a pagar mais de US$ 125 milhões em receitas tributárias que coleta em nome da Autoridade Palestina (AP)
Dow Jones Newswires

O não repasse de recursos de Israel para a Autoridade Palestina está causando problemas na Cisjordânia e com isso os hospitais registram falta de medicamentos. Pelo terceiro mês consecutivo, Israel se recusou a pagar mais de US$ 125 milhões em receitas tributárias que coleta em nome da Autoridade Palestina (AP), a administração sediada em Ramallah que governa a Cisjordânia. As informações são do Dow Jones Newswires.

De acordo com um funcionário de um hospital, algumas unidades da Cisjordânia estão sem medicamentos e têm sido obrigados a limitar tratamentos de hemodiálise. Além disso, muitas farmácias hospitalares já estão sem medicamentos para o tratamento de esclerose múltipla e epilepsia, afirmou a fonte. Hanash, o funcionário da Aduana, informou que o governo tenta recalcular o orçamento para manter o funcionamento das unidades de saúde. 

Conforme as autoridades israelenses, o corte é uma resposta à decisão tomada pela AP em janeiro de se tornar integrante do Tribunal Criminal Internacional. A medida abre caminho para que palestinos deem início a acusações por crimes de guerra contra Israel devido aos assentamentos judaicos na Cisjordânia e por suas operações militares na Faixa de Gaza.

Já as autoridades palestinas afirmam que a retenção de até 70% da receita mensal palestina pode, em breve, impedi-las de administrar e policiar a Cisjordânia e seus 2,7 milhões de habitantes.

Na semana passada, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) - coalizão de facções que representa interesses palestinos internacionalmente - pediu à AP que pare de cooperar com Israel no policiamento da Cisjordânia, medida que parece ter como objetivo pressionar Israel e liberar o dinheiro. A AP ainda não tomou tal medida.

John Kerry, secretário de Estado norte-americano, advertiu que pressionar financeiramente a AP pode forçar a dispersão da administração, medida que pela lei internacional obrigaria Israel a governar o território.

Autoridades palestinas dizem que este é um cenário plausível. Alem disso, a AP realizou empréstimos em bancos locais de aproximadamente US$ 100 milhões e 30% de seu orçamento é coberto mensalmente por doadores internacionais. Os pedidos de mais recursos para os doadores árabes ainda não deram resultado, piorando ainda mais a situação financeira local, segundo as fontes.

"Se não conseguirmos o dinheiro local, não seguiremos nem mesmo por mais um mês. Podemos entrar em colapso", disse Luay Hanash, diretor-geral da unidade aduaneira, que recebe os impostos coletados por Israel. "Não estamos pedindo doações. Este dinheiro pertence à Autoridade Palestina", completou. 

A operação de coleta de impostos, que acontece desde os acordos de Oslo, assinados em meados da década de 1990, é considerada uma medida temporária e um dos vários acordos que devem vigorar até o estabelecimento do Estado palestino na Cisjordânia e em Gaza.

Em três anos, esta é a segunda vez que Israel deixa de repassar os impostos para os palestinos como forma de retaliação pelas medidas adotadas pela AP para conseguir o reconhecimento internacional do Estado palestino.

No ano passado, a AP intensificou essas medidas ao se tornar integrante da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) e aos buscar o reconhecimento de Parlamentos europeus. As medidas foram consideradas por Israel - que afirma que o Estado palestino deve ser alcançado apenas com novas negociações - como uma afronta.

Segundo uma autoridade israelense, o governo não tomou qualquer decisão a respeito da libertação dos impostos e nada deve mudar antes das eleições israelenses, que acontecerão em 17 de março.

Ao não repassar a verba, Israel anunciou que irá utilizar cerca de US$ 75 milhões da quantia para pagar metade dos US$ 150 milhões que a AP deve à estatal israelense de energia pelo fornecimento de energia elétrica à Cisjordânia.

Até agora, a AP reduziu os salários de seus 170 mil funcionários públicos em até 40%. A polícia recebe cerca de metade da cota de combustível para veículos oficiais, o que pode ser reduzido para zero no próximo mês.

As informações são do Dow Jones Newswires.



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