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06/06/14
Hospitais de referência para a Copa apresentam problemas
Dados oficiais apontam que nos dias de jogo, cerca de 100 mil pessoas circularão pelos estádios e que até 2% delas precisarão de atendimento. Entre esses pacientes, 0,5% deverá estar em caso grave
Da redação

A uma semana do início da Copa do Mundo, a maioria dos hospitais situados no entorno dos estádios sofrem com problemas como superlotação, obras inacabadas e aparelhos que não funcionam. mesmo assim, as secretarias estaduais de Saúde afirmam estar seguras de que estão prontas para atender a demanda que virá junto com o evento. As informações são de O Globo.

Em Fortaleza (CE), hospitais que fazem parte da rede de urgência e emergência do plano que foi traçado para o mundial são alvo de denúncias como goteiras, falta de medicamentos e escassez de leitos e profissionais de saúde. Os hospitais distritais Maria José Barros de Oliveira e Evandro Ayres de Moura, conhecidos como Frotinhas de Parangaba e Antônio Bezerra, apresentaram instalações precárias e muitos pacientes esperavam cerca de cinco dias por um leito.

De acordo com o cirurgião Roger Ximenez, do hospital Maria José Barros de Oliveira, não há condições de dar retaguarda a ninguém na Copa, tendo em vista a redução de pessoal, e a demanda crescente. O profissional relatou ainda que os corredores estão sempre lotados, pois não há leitos suficientes. 

A situação foi identificada e consta em um relatório do Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) em parceria com o Conselho Regional de Medicina. O documento foi levado ao prefeito Roberto Cláudio, que prometeu obras nas instalações apenas em 2015.

Segundo o plano de ação em saúde da Copa, pacientes que apresentarem um quadro que não pode ser resolvido nos postos de saúde e nas unidades de pronto-atendimento distribuídas no entorno dos estádios poderão ser encaminhados para essas unidades.

Segundo Francisco Alencar, coordenador dos hospitais e unidades especializadas de Fortaleza, reformas emergenciais estão sendo executadas e devem ficar prontas até o próximo dia 10 de junho. 

No Rio de Janeiro, o principal hospital de retaguarda, próximo ao estádio do Maracanã, é o Souza Aguiar. A unidade apresenta problemas como buracos no teto, rachaduras nas paredes, infiltrações, fios desencapados e banheiros sujos na enfermaria da Neurocirurgia. Na ala de Radiologia, três aparelhos de raio-x estavam em manutenção, gerando fila para exames no corredor.

A assessoria da Secretaria municipal de Saúde informou que a unidade ainda está em reforma e, quanto aos aparelhos quebrados, declarou que não faltam equipamentos para atender aos pacientes.

Hellen Miyamoto, subsecretária estadual de Vigilância em Saúde do Rio, acredita que cerca de 98% dos problemas durante o mundial sejam resolvidos dentro do Maracanã, através dos polos de atendimento móveis criados sob a responsabilidade do Comitê Organizador Local. Logo, ela acredita que o volume de pacientes transferidos para hospitais da região será "mínimo" e que não será necessário contratar mais médicos ou novos equipamentos para os hospitais da rede pública.

Em caso de acidentes com múltiplas vítimas, o Estado colocará em ação o plano de contingência, ativando os recursos das unidades de saúde municipais, estaduais e federais. Segundo Hellen, cada uma delas já foi treinada para saber como atuar.

Para Recife, o governo declarou estar preparado para atender às eventuais demandas dos 230 mil turistas que são esperados na cidade durante o mundial. De acordo com Ana Maria Albuquerque, Secretaria Estadual de Saúde, cerca de 3.500 profissionais foram capacitados para atuar em situações de emergência e uma grande estrutura "maior do que a demanda" está sendo montada.

Para atender possíveis pacientes, a rede de hospitais particulares de Recife lançou uma ouvidoria bilingue. Mas as opções em inglês e espanhol só estarão em funcionamento nos dias em que a cidade recebe jogos da Copa.

Em São Paulo, o hospital Santa Marcelina, o mais próximo do Itaquerão, seria a primeira opção para encaminhamento de vítimas. Mas, às vésperas do mundial, o pronto-socorro da unidade ainda passa por obras de ampliação e modernização. 

Outros 14 hospitais gerais podem atender ocorrências na Copa. A maioria deles, no entanto, enfrenta filas de espera de cerca de cinco horas e sofre com a falta de clínicos gerais, pediatras e ortopedistas. No Hospital Geral de São Mateus, há déficit de pediatras, clínicos e neurologistas. Entretanto, a prefeitura e o estado prometeram dar conta dos atendimentos “extras” do evento em hospitais de suas respectivas redes. 

Para Rejane Calixto Gonçalves, coordenadora da Secretaria Municipal de Saúde, serão 360 plantões adicionais para médicos e 600 para equipes de enfermagem. Ela afirma ainda que a área de vigilância em saúde funcionará durante 24 horas. Além disso, um centro integrado de operações conjuntas em saúde vai funcionar na sede do Samu na Copa.

Em Manaus, que deve recebe cerca de 80 mil turistas, são 42 ambulâncias e 984 profissionais médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e condutores socorristas. Mas há o temor de doenças tropicais, como dengue e malária e os principais hospitais particulares da cidade e as operadoras de planos de saúde já anunciam que irão focar seus esforços nesse sentido. Os plantões serão redobrados nos dias de jogos e profissionais bilíngues já foram contratados.

Segundo Geraldo Ferreira, presidente da Federação Nacional dos Médicos, o governo federal não criou uma rubrica para a Saúde na Copa e acredita que, diante desse cenário, o brasileiro terá que confiar na "proteção de Deus".

Dados oficiais apontam que nos dias de jogo, cerca de 100 mil pessoas circularão pelos estádios e que até 2% delas precisarão de atendimento. Entre esses pacientes, 0,5% deverá estar em caso grave.



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