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28/07/14
Hospitais estão fechando setores considerados não rentáveis
Maternidades, pediatrias e outras áreas de baixa complexidade estão sendo fechados por grupos hospitalares de várias regiões do país
Do Valor Econômico

Maternidades, pediatrias e outros setores de baixa complexidade considerados não rentáveis estão sendo fechados por grupos hospitalares de várias regiões do país. Em outubro, o Hospital Santa Catarina encerrará as atividades da maternidade, fundada há mais de três décadas. Já a Santa Casa de Belo Horizonte informou que poderá fechar, ainda em setembro, a maternidade, que gera prejuízo de cerca de R$ 800 mil por mês. As informações são do Valor Econômico.

Os dois casos não são isolados e nos últimos anos outros grandes hospitais seguiram por esse caminho. Exemplos como o São Camilo, Nossa Senhora de Lourdes e Santa Marina, localizados em São Paulo, o Barra D'Or (Rio de janeiro) e o Vita (Curitiba), todos têm voltado suas atenções para os setores com maior retorno financeiro, como oncologia, neurologia, cardiologia e ortopedia.

De acordo com Francisco Balestrin, presidente da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp) e um dos sócios do Grupo Vita, as maternidades têm um custo elevado e os pacientes desse setor usam pouco a estrutura de um hospital geral, que tem despesas altas com manutenção de equipamentos sofisticados e estrutura. Balestrin explica que, com a profissionalização na gestão do setor, isso ficou mais evidente. O presidente da Anahp destaca também que o custo de um parto em um hospital geral é superior ao de uma maternidade especializada. 

Marco Antônio Zaccarelli, diretor geral das maternidades Santa Joana e Pró-Matre, reforça a justificativa. Segundo o gestor, seria necessário realizar cerca de 400 partos por mês para que houvesse um ponto de equilíbrio financeiro. Por mês, a Pró-Matre e a Santa Joana realizam um total de 2,5 mil partos. Para efeitos de comparação, no Santa Catarina são feitos 240 partos por mês e na maternidade da Santa Casa de BH, 330.

Mas não é só a escala que faz uma maternidade fechar as contas no azul. Zaccarelli explica que mulheres estão engravidando mais tarde e isso aumenta o número de partos de alta complexidade, ao mesmo tempo em que a taxa de natalidade vem caindo nos últimos anos.

Nem todos os hospitais ainda têm fôlego para mais uma rodada de investimentos vultosos como a que ocorreu nos últimos anos, e isso também explica a decisão de encerrar as atividades de uma maternidade ou pediatria. Segundo Balestrin, o custo cresce há dois anos em ritmo maior do que a receita. Com isso, a velocidade da expansão tende a diminuir e a ocupação e a instalação de equipamentos será gradual. Em contrapartida, hospitais continuam a investir em prontos-socorros, onde a maioria dos casos é de complexidade simples e baixa remuneração, porque cada vez mais as pessoas vão ao hospital para atendimentos e consultas simples.

As maternidades não são as únicas a perderem espaço. Seja em hospitais ou devido à falta de médicos, o setor de pediatria também encolhe. Devido à baixa remuneração desta especialidade, os profissionais preferem seguir outras especialidades. Balestrin explica que, atualmente, não há mais tantos casos de patologias infantis, crianças não ficam tão doentes como antes e, quando há um problema, são casos graves, como oncológico ou cirúrgico, em que o paciente usa o mesmo leito ou centro cirúrgico.



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