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12/01/15
Hospitais privados querem maior prazo para regras de parto
Francisco Balestrin, presidente do conselho da Anahp: Brasil não virou campeão mundial de cesáreas da noite para o dia; não dá para mudar tudo em 180 dias
Valor Econômico

Os hospitais privados, responsáveis pelo atendimento de 50 milhões de brasileiros com planos particulares, consideram curto o prazo do governo para a implementação das regras que estimulam o parto natural em detrimento das cesáreas, embora considerem a nova política positiva.

O presidente do conselho de administração da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin, argumenta que o Brasil não virou campeão mundial de cesáreas da noite para o dia e, por isso, "não dá para mudar tudo em 180 dias". 

"Para as instituições, em parto normal ou cesáreo, a remuneração é a mesma. Mas vai repercutir em termos de custos. A priori fica difícil quantificar isso", disse Balestrin.

De acordo com o Ministério da Saúde, o percentual de cesáreas atinge 84% na saúde suplementar brasileira e na rede pública a taxa fica em 40%. A orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que as cirurgias deveriam atingir até 15% dos procedimentos.

Para reduzir o número de cirurgias, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Ministério da Saúde anunciaram regras que passam a valer em 180 dias.

Os médicos terão que utilizar um documento chamado partograma, que registra tudo o que acontece durante o trabalho de parto. A partir desse documento, as operadoras poderão até mesmo negar o pagamento da cesárea se considerar o procedimento desnecessário.

Ainda segundo Balestrin, as instituições deverão se adaptar tanto do ponto de vista de processos quanto de áreas físicas e de profissionais. Em outros países, foram processos de dois a três anos", disse Balestrin.

Para o presidente da Anahp, o custo das maternidades sobe se os pacientes utilizaram pouco a estrutura de um hospital geral, que tem despesas mais altas com a manutenção de equipamentos sofisticados.

isso explica o fato de que, nos últimos cinco anos, alguns hospitais fecharam suas maternidades, como o Santa Catarina, São Camilo, Nossa Senhora de Lourdes e Santa Marina, todos em São Paulo, além do carioca Barra D'Or e do Vita, de Curitiba (PR).

Já as operadoras privadas afirmam que o estímulo a partos normais terá impacto operacional e financeiro neutro no setor.

Para Balestrin, um eventual aumento da necessidade de profissionais ou leitos, uma vez que as cesáreas são programas e podem demandar menos tempo que partos normais, será mais que compensado pela menor ocorrência de emergências pós-operatórias.


O diretor tesoureiro da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Pedro Luís Gonçalves Ramos, afirma que desde o fim dos anos 90, "somos favoráveis ao estímulo ao parto natural". Segundo ele, o setor terá um procedimento com menor risco pós-parto.

Os partos também têm peso relevante na relação entre a rede pública de saúde e a assistência privada. Esse é o tipo de procedimento mais procurado na rede pública por pacientes dos planos privados.



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