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11/07/13
Hospital é multado após paciente ser considerada morta equivocadamente
Mulher seria submetida a um procedimento de retirada de órgãos, mas acordou quando luzes de sala de operação foram acesas. Uma multa de R$ 13,5 mil foi estipulada após investigação do departamento de Nova York revelar uma série de erros médicos
BBC Brasil

Nos Estados Unidos, o hospital St. Joseph, na cidade de Syracuse, no Estado de Nova York, recebeu multa de US$ 6 mil (cerca de R$ 13.569) após uma mulher que tinha sido considerada morta acordar na mesa de operações onde seria realizada uma cirurgia para a retirada de seus órgãos para doação.

O caso aconteceu em 2009. A paciente Collen Burns, 41 anos, tinha sido levada para o hospital após uma overdose de medicamentos relaxantes musculares e outras drogas. Após alguns exames, os médicos consideraram que Collen tinha sofrido "morte cardíaca", e a família concordou em doar os órgãos. Collen foi transferida para a sala de cirurgia em que seus órgãos seriam retirados. porém, quando a equipe acendeu as luzes em cima da paciente, ela acordou.

A mãe de Collen, Lucille Kuss, afirmou ao jornal loca The Post-Standard que a experiência foi horrível para toda a família, que os médicos não explicaram o que aconteceu exatamente, mas que ficaram chocados. "Foi uma surpresa para eles também", completou. Dias depois do incidente, Collen teve alta hospitalar, e cometeu suicídio menos de dois anos depois. Kuss afirmou que a situação não afetou sua filha. "Ela estava tão deprimida que realmente não fez nenhuma diferença para ela".

A família não moveu nenhum processo contra o hospital, mas, em março de 2010, o Estado iniciou a investigação do caso, em resposta a um requerimento do The Post-Standard com base na lei americana de liberdade de informação. 

Erros - Uma série de erros nos procedimentos aplicados no caso de Collen Burns foram revelados após investigação do Departamento Estadual de Saúde de Nova York. Ainda de acordo com a investigação do departamento, a overdose que Collen tomou e a levou para o hospital também a deixou em um estado de coma profundo. Porém, os funcionários do hospital interpretaram o estado dela como dano cerebral irreversível sem fazer todos os procedimentos necessários para avaliar a real condição  da paciente.

Um dia antes de ser transferida para a retirada dos órgãos para doação, uma enfermeira fez um teste de reflexo, passando o dedo na sola do pé de Collen e constatou que os dedos do pé se curvaram para baixo. Charles Wetli, patologista forense de Nova Jersey afirmou que "pessoas mortas não curvam os dedos do pé. E elas não lutam contra o respirador e querem respirar sozinhas".

Vinte minutos depois, uma enfermeira teria aplicado em Collen uma injeção com o sedativo Ativan. Entretanto, nas anotações do médico não há informações sobre o sedativo ou qualquer indicação de que eles sabiam que a condição da paciente tinha melhorado. Segundo o The Post-Standard, também foram observados outros sinais de que Collen não tinha sofrido dano cerebral irreversível, como os médicos tinham determinado.

Na área onde os pacientes são preparados para a cirurgia, observou-se ainda que as narinas da paciente se moveram. Além disso, ela parecia respirar de forma independente, sem o auxílio do aparelho ao qual estava ligada, e lábios e língua também se moviam. David Mayer, cirurgião e professor de cirurgia clínica no New York Medical College afirmou que se precisar dar sedativo ou remédio para dor, é porque eles eles não estão com morte cerebral e por isso não deveria estar recolhendo os órgãos

Sem exames - De acordo com a análise do Departamento Estadual de Saúde, os funcionários do hospital não fizeram o tratamento recomendado para evitar que as drogas que a paciente tomou fossem absorvidas pelo estômago e intestinos. Também não foram feitos exames necessários para saber se Collen estava livre de todas as drogas nem os testes do cérebro necessários para a avaliação de sua condição. Além disso, os médicos ignoraram a observação da enfermeira, que indicava que o estado de Collen tinha melhorado.

Segundo a a porta-voz do hospital, Kerry Howell, a pedido da família, os funcionários do Hospital St. Joseph não falam sobre o caso. "O objetivo do St. Joseph é fornecer o atendimento de maior qualidade para cada paciente, todas as vezes. Essas políticas foram seguidas nesse caso, que foi complicado em termos de cuidado e diagnóstico", afirmou Howell. "Aprendemos com essa experiência e mudamos nossas políticas para incluir o tipo de circunstâncias diferentes apresentadas nesse caso", acrescentou.

*As informações são da BBC Brasil.



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