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27/12/12
Hospital no Quênia prende mulheres que não conseguem pagar despesas após parto
Maioria das pacientes vive em regiões de favelas e 350 mulheres dão à luz no local a cada semana. Diretor da instituição admite a prática
Da Redação

Mulheres que deram à luz no Hospital Maternidade Pumwani, no bairro de Nairóbi, no Quênia, afirmaram que foram impedidas de deixar o local caso não pagassem as taxas estabelecidas pela instituição. O diretor da instituição admitiu a prática e limitou-se a dizer que esta é a única forma de conseguir manter o centro de saúde em funcionamento. Uma paciente afirmou que chegou a ser agredida por um guarda quando tentou sair do hospital sem pagar. Em Nairobi, 70% da população vive em favelas.

Os preços dos partos cobrados pela instituição estão entre US$ 60 e US$ 160. Valores que a maioria dos quenianos não tem condição de pagar. Duas pacientes que deram à luz recentemente e estão impedidas de deixar o local vivem em situação precária e, mesmo assim, foram impedidas de sair. Segundo o diretor, se os pacientes não pagam o hospital entra em colapso. Por isso defende a medida, já que cerca de 350 mulheres dão à luz no local a cada semana.

Nos Estados Unidos, o Centro de Direitos Reprodutivos, sediado em Nova York, reagiu e entrou com uma ação no Tribunal Superior de Justiça do Quênia para tentar fazer o hospital cessar a prática, já que trata-se das pacientes mais pobres da capital queniana. Além disso, a prática de cobrança forçada é considerada ilegal pois o o hospital é associado ao Conselho de Nairóbi.

Uma das pacientes, que vive nas favelas de Nairóbi e foi citada na ação judicial, alegou que após dar à luz, em 2010, não tinha dinheiro para pagar a conta de US$ 60, e foi impedida de sair do local, e o mesmo deveria acontecer com mais 60 mulheres. Segundo ela, três pessoas dividiam a mesma cama, e os funcionários do hospital xingavam as mães pobres. Algumas tentavam fugir, mas eram espancadas pelos guardas. A paciente diz que foi libertada depois de 20 dias após o prefeito de Nairóbi paga a conta – prática comum no Quênia. Outra mulher citada na ação judicial conseguiu sair após parentes pagarem a conta.

*Com informações da AP - The Associated Press.



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