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22/06/15
Hospital São Paulo terá repasse de R$ 7 milhões
Administrado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), unidade atravessa grave crise financeira e precisou reduzir o atendimento e suspender as internações eletivas
Da redação

São Paulo ­ O Hospital São Paulo, administrado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que atravessa uma grave crise financeira e precisou reduzir o atendimento e suspender as internações eletivas, receberá repasse do Ministério da Educação (MEC) e a Secretaria de Estado da Saúde no valor total de R$ 7 milhões. Com informações do Estado de S. Paulo.

A suspensão das internações foi reavaliada na sexta-feira (19), em reunião do Conselho Gestor do hospital. De acordo com o superintendente da unidade, José Roberto Ferraro, a verba abre a possibilidade de retomar as internações eletivas ­ que representam cerca de 50% das 2,2 mil internações mensais do hospital.

A liberação de R$ 3 milhões dos cofres paulistas está condicionada à volta imediata das internações eletivas do hospital, que compõe o quadrilátero dos hospitais mais importantes de São Paulo, cobrindo uma área com 5 milhões de habitantes, informou o secretário estadual da Saúde, David Uip. Ainda não há data para o repasse. 

Já o MEC, de acordo com informações da Unifesp, prevê a liberação de R$ 4 milhões através do Rehuf (Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais). Essa verba será utilizada para compra de insumos e materiais. 

Pelo Rehuf, o Hospital São Paulo recebeu este ano, em aportes emergenciais, R$ 595 mil. O repasse ­ que costuma acontecer até maio ­ ainda não havia sido feito, mas o MEC nega o atraso e alega que não há data fixa para envio da verba. O centro médico recebeu R$ 28,9 milhões pelo Rehuf em 2014. Ainda segundo Ferraro, a greve dos servidores públicos federais também piorou a situação. Segundo ele, a paralisação, que começou em maio, afetou a enfermagem, principalmente.

Desde 2012 o déficit mensal da unidade hospitalar é de aproximadamente de R$ 2,5 milhões. A realização de empréstimos foram necessárias para pagar parte dos salários de funcionários terceirizados. Ferraro afirma que a dívida bancária da unidade está em torno de R$ 90 milhões e também lembra que há sobrecarga da urgência e emergência devido à desorganização dos outros equipamentos públicos de saúde.

David Uip criticou o Ministério da Saúde com relação à crise da unidade. Conforme o secretário, o único hospital federal de São Paulo deveria funcionar muito bem com o financiamento. O Estado repassa, por ano, R$ 56 milhões ao hospital. No ano passado, também houve uma verba emergencial de R$ 5 milhões, com o objetivo de manter o pronto-­socorro.

De acordo com o Ministério da Saúde, anualmente são enviados R$ 158 milhões e os repasses estão em dia. A pasta também afirmou que uma portaria, de março, garantirá o repasse extra de R$ 12 milhões para este ano.

A pasta também rebateu as críticas de Uip e afirmou que a unidade atende pelo SUS por contrato firmado pelo gestor estadual, que complementa o financiamento. De acordo com o ministério, esse compartilhamento de responsabilidades entre as gestões é previsto na legislação do SUS. 



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