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26/03/13
Hospital Vera Cruz volta a fazer exames com ressonância
Exames foram autorizados sem a utilização do contraste. Reabertura do serviço acontece mesmo sem o fim das investigações sobre a morte de três pacientes morrerem no local, logo após o exame
Exame

O hospital Vera Cruz reabriu o setor de ressonância magnética, que funciona dentro da unidade, após o serviço ficar fechado por quase dois meses, após a morte de três pacientes no local, logo após o exame. A Vigilância em Saúde de Campinas (SP) autorizou a reabertura, mesmo sem o fim das investigações da Polícia Civil e da Secretaria da Saúde sobre a causa das mortes.

A empresa Ressonância Magnética Campinas (RMC), que funciona dentro da unidade, retoma os exames nas três máquinas que estavam inoperantes desde o dia 28 de  fevereiro, quando as vítimas morreram, após exames de ressonância magnética no crânio com uso de contraste (composto químico usado para melhorar a qualidade das imagens).

Os exames foram autorizados sem a utilização do contraste e, de acordo com a Secretaria de Saúde, não há riscos para os pacientes porque as bombas continuam interditadas. Segundo a diretora da Vigilância, Brigina Kemp, a utilização do produto está proibida, já que os motivos que levaram pacientes à morte ainda não foram esclarecidos. Os exames de ressonância no hospital poderão ser agendados a partir desta terça-feira (26), segundo informou a assessoria da empresa RMC. A liberação foi publicada no Diário Oficial do Município na sexta-feira (22). 

"Já havia sido detectado que as máquinas não tinham problemas. Em relação aos procedimentos, que dificultaram a rastreabilidade do material, e ao procedimento de ficha dos pacientes, a unidade já se adequou. Assim que voltarem a funcionar, vamos inspecionar esses novos procedimentos", explica Brigina. Segundo ela, a polícia também foi consultada sobre um eventual prejuízo às investigações.

A investigação continua sem conclusão. Mas os primeiros resultados dos exames necroscópicos divulgados descartaram envenenamento. Ainda esta semana, o delegado José Carlos Fernandes deverá divulgar os laudos do Instituto Adolfo Lutz. As vítimas, dois homens e uma mulher, tinham entre 25 e 39 anos, não estavam com problemas de saúde e morreram sequencialmente, após a realização do exame de ressonância do crânio, com uso de contraste, em máquinas diferentes. No mesmo dia, outras 83 pessoas passaram pelo mesmo procedimento, sem apresentarem problemas.



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