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14/08/12
Incêndio atinge Hospital Carlos Macieira, em São Luís (MA)
Fogo alcançou três andares do prédio principal, que precisou ser evacuado. Segundo Secretaria de Estado da Saúde (SES), não houve vítimas
Da Redação

Um incêndio atingiu o Hospital de Alta Complexidade Carlos Macieira, antigo hospital do Ipem, em São Luís (MA), na manhã desta segunda-feira (13). As causas do incêndio ainda não foram identificadas, mas há suspeita de que o fogo tenha sido provocado por causa de um acidente com produtos químicos, no setor da farmácia, que fica no primeiro andar do prédio principal – reformado recentemente. 

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), não houve vítimas e nenhum paciente teve o quadro piorado em decorrência do acidente. O hospital possui 152 leitos – 42 na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), 25 unidades semi-intensivas e 113 leitos de clínica médica –, e em maio, o governo inaugurou uma nova estrutura no segundo andar do hospital, com mais 38 leitos. 

O Corpo de Bombeiro chegou ao local por volta das 11h, quando começou a evacuar o prédio. A fumaça tomou conta do hospital rapidamente e o incêndio só foi controlado três horas depois. Na hora em que o fogo começou, todos os 152 leitos estavam ocupados e os pacientes tiveram que ser transferidos para os Hospitais Geral, Universitário, unidades das UPAs e outras unidades particulares. Médicos, enfermeiros e funcionários ajudaram a retirar os pacientes.

Perícia – Os motivos do incêndio ainda não foram descobertos. Durante a tarde de ontem, o Corpo de Bombeiros e técnicos do Instituto de Criminalística realizaram perícias no local e anunciaram prazo mínimo de 15 dias para divulgar um relatório. Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Saúde informou que todas as providências para proteger as vidas e resguardar os pacientes já estão sendo tomadas. leia a nota abaixo.

“Ao lamentar o ocorrido e se solidarizar com os pacientes internados no Hospital Carlos Macieira, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informa que está tomando todas as providências para proteger as vidas e resguardar os internos.

Todos os pacientes da unidade de saúde estão sendo transferidos para hospitais das redes pública e particular de São Luís; e todas as ambulâncias disponíveis na capital foram colocadas à disposição do HCM.

A SES acionou o Corpo de Bombeiros para conter o incêndio, que afetou o primeiro andar da unidade de saúde. Neste momento, o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad, realiza vistoria em todo o prédio. A SES pede aos funcionários do HCM, escalados para entrar às 13h, que se desloquem para o Hospital Geral”.

Causas e Consequências – Os prejuízos ainda não foram calculados, mas sabe-se que a laje do segundo andar teve a estrutura comprometida e deverá ser refeita. Outros danos foram detectados, como equipamentos quebrados devido ao tumulto durante a retirada dos pacientes.

Poucas horas após o incêndio, o atendimento ao público no hospital Carlos Macieira foi restabelecido. Segundo informou o secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, havia a possibilidade de espaços como as unidades de tratamento intensivo (UTI) voltarem a receber pacientes. 

Ocorrências – Em julho foram duas ocorrências em apenas uma semana. No dia 11, em Salvador, um princípio de incêndio atingiu o Hospital das Clínicas (BA), em uma área externa, anexo ao prédio principal, onde funciona um reservatório de óleo que alimenta a caldeira. A brigada de incêndios agiu a tempo e, apesar da fumaça que se formou no local, não houve danos à estrutura e ninguém se feriu. 

Dois dias antes, um incêndio atingiu o almoxarifado do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro. Neste caso, foi comprovado que o prédio estava há 12 anos sem inspeção de segurança do Corpo de Bombeiros. Uma paciente em estágio terminal morreu e a inalação de fumaça é uma das possibilidades da fatalidade.

No dia 06 de junho, novamente em Salvador (BA), outro incêndio considerado de médio porte atingiu as instalações do almoxarifado central do Hospital São Rafael. O estoque de fármacos e materiais especiais do hospital – um dos mais modernos complexos médicos do Norte-Nordeste – foi comprometido pelas chamas e precisou ser reabastecido. 

“A atuação da nossa brigada de incêndio foi fundamental para que o fogo fosse controlado rapidamente e não tivéssemos transtornos ainda maiores”, disse Alfredo Martini, diretor-geral do HSR, ao Portal Diagnósticoweb.

Os episódios reabriram a discussão sobre como as instituições de saúde precisam se adequar às urgências dessa natureza. Assim como em hospitais públicos e privados, a presença de brigadas de incêndios é obrigatória em empresas, condomínios e estabelecimentos comerciais, com o objetivo de agir de imediato em qualquer indício de fogo.
 
As brigadas são regulamentadas por Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros dos respectivos Estados, mais as normas técnicas da ABNT. Além disso, uma normatização do Ministério do Trabalho obriga os brigadistas a se adequarem à legislação de cada Estado sobre segurança contra incêndio.

Leia mais:
>> Princípio de incêndio atingiu área externa do Hospital das Clínicas (BA), nesta quarta-feira
>> Hospital universitário que incendiou estava sem inspeção dos bombeiros há 12 anos
>> Emergências do São Rafael voltam a funcionar após incêndio



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