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15/05/12
Infecção hospitalar pode ser evitada em 70% dos casos
Cerca de 45 mil óbitos são provocados por ano no Brasil em decorrência, na maioria das vezes, da falta de assepsia
Da redação

O Dia do Combate à Infecção Hospitalar é lembrado nesta quinta-feira (15), mas o problema ainda é responsável por cerca de 45 mil óbitos anualmente no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Na maioria das vezes causadas por falta de assepsia no paciente, da equipe de atendimento e mesmo do ambiente ou do material hospitalar, as infecções podem ser evitadas em 70% dos casos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

“A prevenção deste tipo de infecção depende muito mais da instituição e de seus funcionários, do que dos pacientes. Os cuidados são realizados através de medidas relativamente simples, porém essenciais, na rotina de qualquer hospital”, comenta Alvaro Americano, gerente da divisão OPM (Out Patient Market) da B. Braun.

 

Presente em mais de 50 países, a companhia possui uma linha alcoólica para higienização das mãos do profissional de saúde. O Softalind Viscorub e Softaman Acute são, respectivamente, ideais para o uso rotineiro em áreas críticas e para casos de surto, sendo eficazes contra 99,99% dos microorganismos mais comuns em ambientes hospitalares e contra os vírus mais difíceis de serem eliminados.

 

Levantamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta que somente 30,7% dos hospitais têm taxa de adesão à higiene das mãos superior a 70%. A higienização, seja lavar com água ou uso do álcool em gel, é a maneira mais eficaz e barata de reduzir casos de infecção hospitalar.

 

A pesquisa identificou, no entanto, que grande parte das unidades de saúde dispõe de estrutura para a limpeza das mãos, como pias com sabonete e toalhas descartáveis nos leitos. Também foi constatado que 99% têm fornecimento contínuo de água limpa e 53% possuem álcool em gel disponíveis em enfermarias.

 

Riscos – Marise Nery, diretora técnica do Hospital SAMUR, de Vitória da Conquista (BA), destaca que as infecções podem estar relacionadas a outras atividades de assistência à saúde fora do ambiente hospitalar, como nos serviços de home care. Marise alerta ainda para fatores como idade, desnutrição, diabetes e obesidade como fatores de risco para uma maior probabilidade de infecções. “O trabalho das ações de controle é justamente minimizar os níveis e as probabilidades de ocorrência das infecções hospitalares”, afirma. 

 

O SAMUR foi o primeiro a implantar uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) no sudoeste da Bahia, em 1992, com o objetivo de estabelecer guide-lines para todos os setores da instituição, como protocolos de detecção de surtos e de isolamento de doenças. Além da definição de rotinas como a realização de culturas para identificação dos agentes infecciosos, de controle da qualidade da água e de higienização dos ambientes e dos próprios profissionais, a CCIH realiza campanhas educativas e aulas de atualização direcionadas a todos os colaboradores do SAMUR com o objetivo de minimizar as infecções relacionadas à assistência à saúde.

 

 



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