home notícias Gestão
Voltar Voltar
19/02/15
Iniciativa da Anvisa aumenta pressão pela redução de preços
Ao aprovar resolução para acelerar a liberação de pesquisas clinicas, iniciativa da agência pressiona laboratorios quanto ao aumento abusivo dos preços dos medicamentos
R7

Ao aprovar resolução para acelerar a liberação de pesquisas com remédios no Brasil, na última quinta-feira (05), a iniciativa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), jogou mais luz em uma situação que tem incomodado o setor de saúde no país: os preços abusivos dos medicamentos aprovados. As informações são do portal R7.

Leia mais:
>> Anvisa aprova mudanças para agilizar pesquisas clínicas
>> Anvisa avalia mudanças para agilizar pesquisas clínicas
>> Anvisa interdita parte de fábrica da farmacêutica EMS
>> Anvisa cria grupo para investigar eventos adversos em saúde

Para o setor de saúde, a culpa pelo aumento dos casos de câncer no Brasil deve ser atribuída também aos laboratórios, e não apenas ao SUS (Sistema Único de Saúde), à Anvisa e a outras instituições governamentais.

A acusação é de que muitas das empresas têm responsabilidade nesta questão e que o Dia Mundial de Luta contra o Câncer, lembrado no último dia 04, serviu para repensar tal postura. A queixa vale também para medicamentos complexos de outras doenças graves.

Os médicos, que afirmam ser conhecedores da pressão financeira exercida pelos laboratórios, que visam também ao lucro, garantem que a dificuldade de acesso da população aos medicamentos caros também tem relação com a relutância dos laboratórios em subsidiar alguns produtos essenciais, e que isso não diminuiria os preços.

De acordo com o oncologista Rafael Kaliks, diretor clínico da ONG Oncoguia e crítico do SUS, muitos laboratórios continuam mantendo preços altos por receio de perder a competitividade no mercado. Mesmo quando lucram. Ainda segundo Kaliks, esses laboratórios, que têm a matriz em outros países, não têm interesse em reduzir os preços no Brasil, mesmo quando o remédio em questão já não é tão avançado.

Já o oncologista Andre Deeke Sasse, do Hospital das Clínicas da Unicamp, não tira a responsabilidade dos laboratórios. Ele afirma que ocorre, por tabelamento inicial, uma redução de custos de um medicamento cuja patente está perto de expirar. No entanto, ele diz que, apesar dos remédios ainda terem um custo alto, principalmente em relação ao câncer, o chamado custo efetivo, neste caso, vale a pena, pois eles continuam eficientes em muitos tratamentos. Os medicamentos, porém, quase não chegam à população.

Sasse diz ainda que tal tipo de medicamento acaba sendo objeto de barganha dos laboratórios, que não abrem mão de preços altíssimos para os novos, como uma retaliação ao fato de o SUS e a Anvisa se recusarem a incorporar os mais antigos. 

Custo alto - Questionado sobre o tema, Antônio Britto, presidente da Associação de Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), repassa o problema para o governo e argumenta que a medicina tem se tornado cada vez mais cara e complexa, porque se vale cada vez mais de tecnologia. Ele afirma ainda que, no Brasil, há dois fatores que agravam a enorme dificuldade de acesso da população mais carente aos medicamentos.

Britto ainda argumenta que, comparando com outros países, o preço dos medicamentos no Brasil é menor, mas, segundo ele, o governo tem pouco dinheiro para incluir os mais complexos em sua conta da Saúde. E dá a entender que os laboratórios não irão ceder. "Para reduzir os preços o governo tem só que reduzir os impostos", disse.

Segundo Marcelo Lima, diretor médico da Amgen no Brasil, o preço de um remédio recém-aprovado no País não é estipulado apenas pelo laboratório. Ainda segundo Lima, existem negociações, definição de valores, avaliações feita pela Anvisa, juntamente com outros cinco ministérios, até a aprovação do valor final de um medicamento.

Uma das funções da Anvisa, após o registro do medicamento, é monitorar este comitê interministerial que irá dar a palavra final ao preço. Mas, de acordo com uma fonte dentro da agência, os laboratórios têm muitas maneiras de dificultar a redução dos valores.

Lima disse ainda que cada pesquisa requer anos de tentativas e investimentos, o que encarecem o custo do processo de desenvolvimento de um medicamento. Um dos métodos que facilitam o trabalho é a implementação das pesquisas em vários países.

O processo de descoberta de um medicamento é complexo e requer muita paciência até a sua conclusão, segundo o médico. Lima diz que a Tufts University, em Boston, Estados Unidos, fez um estudo em que constatou que o custo de um projeto para um medicamento é em média de US$ 900 milhões (R$ 2,34 bilhões). "Demora de 10 a 12 anos para se desenvolver um medicamento a partir de 10 mil moléculas, para se chegar a uma".

As informações são do portal R7.



PUBLICIDADE

Mais lidas


    Warning: mysql_num_rows() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/diagnosticoweb/www/noticia-interna.php on line 309

    Warning: mysql_free_result() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/diagnosticoweb/www/noticia-interna.php on line 322

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.