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21/05/15
Justiça condena sete pessoas por desvio na Santa Casa de Santo Amaro (SP)
Sentença determinou a devolução de R$ 1 milhão à instituição. Entre os investigados estão um ex-deputado federal, empresários e funcionários do Ministério da Saúde e da entidade filantrópica
Da redação

A Operação Sanguessuga da Polícia Federal, iniciada em 2006, condenou nesta segunda-feira (18), sete pessoas acusadas de probidade administrativa por desvios de recursos que seriam destinados à Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro, na capital paulista. Entre eles estão um ex-deputado federal e sua assessora parlamentar, empresários e funcionários do Ministério da Saúde e da entidade filantrópica. A decisão ainda cabe recurso. As informações são do G1, Exame e Estado de S. Paulo.

Conforme a sentença dada pelo juiz Paulo Cezar Duran, da 4ª Vara Federal Cível da capital, eles deverão devolver bens e valores acrescidos ilicitamente, além de  perder direitos políticos por oito anos e perda da função pública. Deverão ainda restituir cerca de R$ 1 milhão pelos 'danos causados à coletividade'. As informações foram divulgadas no portal da Justiça Federal em São Paulo. 

Um dos condenados é o ex-deputado Amauri Gasques (PL/SP), que rebateu as suspeitas na ocasião em que seu nome foi citado na CPMI das Sanguessugas. O grupo começou a ser investigado em 2006 pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a quadrilha é suspeita de fraude a licitações para comprar ambulâncias e materiais hospitalares com recursos de emendas parlamentares.

Operação Sanguessuga - Na época, o escândalo dos Sanguessugas também ficou conhecido como “Máfia das Ambulâncias” porque realizou desvio de verbas públicas para investimento em saúde. A investigação realizada pela PF já prendeu 48 pessoas e cumpriu 53 mandados de busca e apreensão. Os integrantes da quadrilha atuavam em âmbito nacional, supostamente sob comando do empresário Luiz Antônio Vedoin, de Cuiabá (MT).

Em 2007, as investigações comprovaram que a quadrilha era liderada pela família dos empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin - pai e filho, respectivamente. Em depoimento à Justiça e à PF, ambos confirmaram que pagavam propina de 10% a 15% sobre o valor de cada emenda apresentada ao Orçamento da União para a compra de ambulâncias e materiais de saúde.

Ao todo, a quadrilha teria desviado cerca de R$ 110 milhões. Além de empresários e ex-funcionários das instituições envolvidas, foram investigados políticos de dez partidos diferentes.

Eles atuavam em três fases distintas: inicialmente, procuravam parlamentares para apresentar emendas. Em seguida, faziam a execução orçamentária e a formalização dos convênios com os municípios que participavam do esquema. Por último, havia a liberação dos recursos e pagava-se a propina aos envolvidos.



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