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26/06/12
Lati, em Pernambuco, tem melhor avaliação em pesquisa do CFM
Município com nota mais baixa foi Pedro Canário, no Espírito Santo
Carolina Sarres, da Agência Brasil

O município de Lati, em Pernambuco, recebeu a melhor avaliação da qualidade da saúde pública, com nota de 8,1, segundo dados da Caravana Nacional da Saúde 2012, coordenada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O município com a nota mais baixa foi Pedro Canário, no Espírito Santo, com nota 1,5.

Os habitantes do Espírito Santo são os que pior avaliam a qualidade da saúde pública prestada no estado. De zero a dez, a nota atribuída foi 2,07. A média nacional foi 5,29. Mato Grosso, por outro lado, foi o estado com nota mais alta, 7,3. 

Realizada pelos conselhos regionais de Medicina (CRMs), a pesquisa ouviu cerca de 500 pessoas, em 43 municípios de 14 estados brasileiros com os piores índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.  

O levantamento dos CRMs também avaliou a qualidade dos serviços públicos em geral, como lazer, educação, transporte, moradia, coleta de lixo, combate ao uso de drogas e combate à corrupção. A média total das avaliações desses serviços foi 4,8. Para chegar a essa nota, os conselhos regionais aplicaram questionários simples e livres, para que a população desse nota aos serviços de forma espontânea e perceptiva.

“A pesquisa não tem um rigor científico, mas de percepção de realidade, especialmente em um ano eleitoral, em que há intensivo uso de marketing. Todos os itens levantados pelo questionário fazer parte do dia a dia do cidadão”, informou o coordenador da caravana, Ricardo Paiva.

Propostas – Como resultado da pesquisa, foram elaboradas propostas de melhorias que podem ser executadas pelo Poder Público em saúde e outros serviços. As sugestões são: incorporar aos currículos escolares aulas de direitos humanos; aumentar em 40% os serviços de saneamento básico; dobrar os atendimentos do Programa Saúde da Família; oferecer psicoterapia no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS); melhorar os programas pedagógicos nas escolas; aumentar a remuneração de professores; facilitar o acesso ao crédito; implementar cursos profissionalizantes em escolas de nível médio e melhorar o acesso ao lazer e ao transporte público.

“Esta nação é a sexta economia do mundo, será a quinta, mas ainda ocupa o 87º lugar no ranking de desigualdade, entre 137 países. É um paradoxo. Precisamos focar em assistência à saúde porque está provado que é a melhor forma de combate à desigualdade social”, disse o vice-presidente do CFM, Carlos Vidal. Ele estimou ainda que o resultado encontrado pelas pesquisas não difere da avaliação do CFM.

A coordenadora de Fiscalização do CRM no Ceará, Neodan Tavares, sugeriu que a mesma caravana seja feita nas periferias das capitais. “Acredito que encontraremos realidades muito semelhantes para então fazermos um comparativo”, informou.



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