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28/10/13
Lições da Índia para promover inovação no setor de saúde
Com uma população de 1,1 bilhão de habitantes e problemas no setor, hospitais cortam custos, mas mantêm qualidade, segundo artigo
Da redação

"A Índia pode parecer o último lugar da Terra onde você encontraria uma inovação no setor de saúde. No entanto, a necessidade gera inovação". É dessa forma que o indiano Vijay Govindarajan, professor na Tuck School of Business, nos EUA, define a área de saúde no país. Em artigo públicado na Harvard Business Review, ele revela as estratégias criadas pelo país asiático para lidar com os seus "trágicos" problemas em saúde e dá lições aos companheiros do BRICS e outros países. As informações são da Época.

Antes de detalhar as estratégias em inovação do segundo país mais populoso do mundo, é preciso entender as carências indianas. A taxa de mortalidade infantil é três vezes maior que na China e sete vezes maior que nos EUA. Dois milhões de pessoas precisam de cirurgia cardíaca e menos de 5% conseguirão fazer. 

Segundo estimativas, 63 milhões de indianos que são diabéticos e 2,5 milhões que têm câncer não receberão tratamento. Cerca de 70% dos 12 milhões de cegos no país poderiam voltar a enxergar com uma cirurgia simples.

Inovadores - Foi diante de tantas carências que os hospitais privados - com selos da JCI - criaram formas inovadoras de cortar custos e manter a qualidade dos serviços. Eles atendem uma clientela de um país com 1,1 bilhão de habitantes, com classe média ganhando US$ 2 mil por ano. Eles não contam com subsídios do governo, doações e reembolsos de planos de saúde.

Uma das estratégias utilizadas para chegar até a população é a criação de postos nas principais estações de metrô e pequenas clínicas em áreas rurais. Em caso de problemas mais graves, os pacientes são encaminhados para o hospital principal, onde os profissionais e equipamentos mais caros estão centralizados.

De acordo com o estudo, os médicos especializados, escassos no país, realizam apenas os procedimentos mais complicados. Atendimentos mais simples ficam aos menos experientes. As tarefas burocráticas e preenchimento de papelada que podem atrapalhar a rotina de trabalho são delegadas ao pessoal administrativo. Em cirurgias complicadas, o especialista realiza apenas a parte mais complicada do atendimento, aumentando assim a produtividade.

O desperdício com investimentos em instalações luxuosas e que não têm grandes interferências no atendimento prestado também foram cortados. Além disso, materiais que são descartados nos EUA são esterilizados de forma segura na Índia. Empresas locais também produzem materiais com produtos que custam um décimo do preço dos importados.

Prêmios e estímulos são oferecidos às equipes que conseguem evitar a indicação de exames e procedimentos desnecessários. O estudo identificou 40 empresas que operam nestes moldes no país e centrou esforços nove delas. Mais de cem administradores, médicos, funcionários, pacientes e especialistas da indústria em vários.



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