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26/03/12
Maísa Domenech: Garantia de acesso à informação de planos
Consultora discute quais serão os benefícios decorrentes da divulgação das redes assistenciais das operadoras na internet
Maísa Domenech*

Motivada pela diretriz de garantia de acesso à informação, que faz parte da sua agenda regulatória, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou, em 26/12/2011, a Resolução Normativa (RN) nº 285. A partir desta resolução, as operadoras de planos de saúde deverão divulgar suas redes assistenciais nas suas páginas na internet. A norma, que terá vigência a partir de junho de 2012, para as operadoras com 100 mil beneficiários ou mais, e a partir de dezembro de 2012, para as operadoras com menos de 100 mil beneficiários, trará, sem dúvida, diversos benefícios para os principais players do mercado de saúde.

 

Para o beneficiário de determinada operadora, conforme divulgado, a referida norma permitirá que ele localize, de forma mais rápida e fácil, todos os prestadores de serviços de saúde do plano contratado. Mais importante ainda: a RN informa que dará acesso para que qualquer cidadão pesquise informações sobre a rede credenciada de qualquer operadora do país, já que a norma veta, inclusive, a restrição à consulta destas informações. Os consumidores, segundo divulgação, terão a facilidade de escolher prestadores e serviços em locais de sua preferência (próximo à residência, ao trabalho, quando estiver em viagem etc.) e, além disso, poderão escolher operadoras e planos com oferta de rede assistencial mais adequada às suas necessidades.  As operadoras deverão manter atualizados, em tempo real, os dados de sua rede assistencial, sem prejuízo da garantia dos direitos contratuais dos beneficiários.

 

A obrigatoriedade de divulgação em portais corporativos de informações de seus planos de saúde e suas respectivas redes credenciadas, conforme resolução, independerá do porte da operadora. Porém, o nível de exigência com relação à forma de apresentação das informações variará de acordo com o seu porte e sua capacidade.

 

Em relação aos prestadores de serviços de saúde, a operadora deverá mostrar, dentre as diversas informações, principalmente, a(s) especialidade(s) ou serviço(s) contratado(s) – de acordo com o contrato firmado. A consulta a partir do portal corporativo da operadora na internet deve permitir, de forma combinada e/ou isolada, a pesquisa de todos os dados dos prestadores de serviços de saúde pertencentes à sua rede assistencial.

 

Tais medidas proporcionarão ao usuário do sistema de saúde suplementar a contratação de determinado plano de saúde a partir do conhecimento efetivo da rede, minimizando a situação vigente, em que, após contratação de um determinado plano, o usuário se depara com diversas situações: rede de prestadores limitada ou de baixa resolutividade, rede de prestadores extensa, porém credenciada para atendimentos apenas em áreas ou especialidades específicas ou, muitas vezes, credenciadas apenas para atendimento a determinados produtos vendidos pelas operadoras. Os usuários se deparam também com situações de alterações na rede credenciada, já que, a cada dia, tais instituições suportam menos o nível de inadimplência a que são submetidas, comprometendo a continuidade dos serviços prestados a determinada operadora.

 

A disponibilização de tais informações, permanentemente atualizadas, será benéfica para a própria operadora, já que a divulgação da referida rede prestadora de serviços constitui importante ferramenta de marketing, contribuindo para a venda de planos de saúde aos usuários. A rede prestadora de serviços de saúde (clínicas e hospitais), além da garantia de que a divulgação dos seus serviços estará de acordo com o efetivamente contratado, poderá visualizar oportunidades junto a operadoras que atuam em sua região e de expansão em áreas com carências de oferta.

 

As empresas operadoras de planos de saúde terão também como vantagem maior eficiência na gestão da rede credenciada e, consequentemente, na prestação da assistência, através da facilidade de visualização da oferta de serviços.

 

A ANS terá maior possibilidade de monitoramento da dispersão da rede assistencial das operadoras, em função da maior eficiência na atualização da base de dados.

 

Enquanto tão valioso benefício não se implanta, sugerimos ao consumidor, usuário do sistema de saúde suplementar, o maior rigor possível antes da contratação de um plano de saúde. Além de informações como prazos de carência, coberturas, reajustes, contratos e avaliações através da ANS, faz-se necessária consulta à rede prestadora de serviços médico-hospitalares dita referenciada pela operadora em questão.

*Maísa Domenech é engenheira civil, pós-graduada em Administração Hospitalar e consultora.

 

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