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21/02/13
Médica é presa por suspeita de praticar eutanásia em pacientes terminais
Investigada há um ano, Virgínia Soares de Souza trabalha no Hospital Evangélico, em Curitiba (PR). Polícia analisa prontuário de 18 pacientes mortos
Estado de S. Paulo

CURITIBA - Foi presa na manhã de terça-feira (19), durante operação do Núcleo de Repressão aos Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), da Polícia Civil, a médica Virgínia Soares de Souza, que trabalha na UTI do Hospital Evangélico, em Curitiba (PR). Ela é suspeita de ter praticado eutanásia (indução à morte de pacientes com consentimento - crime no Brasil) e vinha sendo investigada havia um ano, juntamente com outros profissionais. 

Outras pessoas que atuam ou trabalharam na UTI estão sendo investigadas sob sigilo de Justiça, e por isso a Polícia Civil não revelou quantos casos de eutanásia teriam sido praticados pela médica. A polícia também levou 18 prontuários de pacientes que estiveram na UTI nos últimos meses e se colocou à disposição de familiares que queiram prestar alguma queixa.

A delegada Paula Brisola afirmou que poderia dar detalhes da operação. "Uma palavra mal interpretada pode provocar algum transtorno. É um processo que está em andamento e não há como passar algo."

Elias Mattar Assad, advogado de defesa de Virgínia, declarou que a cliente trabalha desde 1988 no hospital e que a prisão é sem sentido. "Não há nada que desabone o trabalho dela. Pode ter ocorrido um erro de interpretação em alguns termos por meio de pessoas não familiarizadas com a linguagem de uma UTI", disse. "Ela sempre agiu preservando vidas dentro da ética médica e dos critérios nacionais de terapia intensiva, com criteriosas discussões dos casos com médicos assistentes e famílias dos pacientes".

O secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, afirmou que o Estado terá participação na comissão de sindicância que vai investigar as mortes na UTI.

Em nota, o Hospital Evangélico informou que abrirá sindicância interna. Além disso, declarou que, por se tratar de processo que corre sob segredo de Justiça, não tem conhecimento adequado dos fatos para emitir qualquer juízo. Sobre a acusada, afirmou reconhecer a "competência profissional" e afirma que "até o momento desconhece qualquer ato técnico da mesma que tenha ferido a ética médica". 

Em agosto de 2012, uma morte ocorrida na UTI do Hospital Evangélico chamou a atenção da imprensa na época. Na ocasião, a direção do hospital admitiu o erro de uma enfermeira que desligou a máquina que mantinha um paciente vivo. 

Além desse episódio, outra atribulação pela qual o Hospital Evangélico foi a acusação de ter dívidas de até R$ 260 milhões. A unidade também foi obrigada a devolver R$ 3,1 milhões ao Ministério do Esporte por conta de recursos recebidos para treinamento de médicos para a Copa do Mundo, o que não ocorreu. Neste mês, o hospital enfrentou greve de médicos.

*As informações são do Estado de S. Paulo.



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