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03/04/14
Medicamentos: Novo reajuste reduzirá margens dos laboratórios
Segundo executivos e entidades do setor, empresas terão de se adaptar e reavaliar as estratégias no país
Da redação

As margens da indústria farmacêutica este ano deverão ser pressionadas pelo reajuste máximo de 5,68% nos preços dos medicamentos divulgado esta semana pelo governo. Diante do reajuste - considerado baixo pela indústria - e do aumento nos custos nos últimos anos, as empresas terão de se adaptar. Algumas, já estão reavaliando as estratégias no país, outras, com maior "espaço de manobra", poderão reduzir os descontos no varejo. As informações são do Valor Econômico.

De acordo com entidades do setor, com o aumento dos custos nos últimos anos e novo reajuste - considerado baixo pela indústria -, as empresas terão de se adaptar. Algumas já estão reavaliando as estratégias no país. Outras, com mais "espaço de manobra", poderão reduzir os descontos no varejo. Para Henrique Tada, presidente da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais, o reajuste não reflete o aumento dos gastos. 

Os índices de reajuste dos medicamentos autorizados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) são determinados para três categorias de produtos, divididas segundo a participação de genéricos no mercado. Assim, para os medicamentos com penetração de genéricos igual ou superior a 20%, o índice ficou em 5,68%. Essa categoria representa cerca de 50% do total de medicamentos vendidos no país, de acordo com a CMED. 

Já para os medicamentos com penetração de genéricos entre 15% e 20% - que representam 43% do mercado -, o índice ficou em 3,35%. O índice ficou em 1,02% para o último nível, com participação de genéricos abaixo de 15%. Esta categoria representa 7% das vendas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) fechou o ano de 2013 em 5,9%.

De acordo com Pedro Zabeu, analista da Fator Corretora, o impacto maior é em cima das grandes empresas, cujo mix de medicamentos são mais de inovação, com menor participação de genéricos. 

Em nota o Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de São Paulo afirmou que "na média ponderada, o reajuste autorizado pelo governo é de 3,52%, ante um aumento médio dos custos de produção das empresas de 13% a 18% no ano passado, principalmente com pessoal, insumos e matérias-primas (majoritariamente importadas, que sofreram o impacto da variação cambial)".

Dados da IMS Health mostram que o mercado brasileiro de medicamentos continua crescendo. As vendas em fevereiro somaram R$ 59,3 bilhões, alta de 1,3% ante janeiro, e de 16,7% na comparação com um ano antes. "Há empresas com flexibilidade, que conseguem atuar com descontos menores. Isso limita o impacto na indústria", pondera Pedro Zabeu, analista da Fator Corretora.

Leia mais:
>> Reajuste no preço dos medicamentos passa a valer nesta segunda (31)



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