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22/11/13
Médico cubano suspeito de alta dosagem voltará a atender
Prefeitura de Feira de Santana (BA) informou que não houve erro e profissional voltará a trabalhar na segunda-feira (25)
Da redação

O médico cubano Isoel Gomez Molina que foi afastado após a suspeita de ter receitado uma dose excessiva de um medicamento a uma criança em Feira de Santana, Bahia (distante cerca de 100 km de Salvador), voltará ao trabalho nesta segunda-feira (25). O anúncio foi feito na noite de quinta-feira (21) pela Secretaria de Comunicação (Secom) da prefeitura de Feira de Santana, através de nota enviada à imprensa. Com informações dos portais G1 e A TARDE Online.

De acordo com o chefe de gabinete da secretaria, Dimas Oliveira, o profissional foi ouvido por uma comissão formada por representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria da Saúde de Feira de Santana, da Coordenação Estadual do Programa Mais Médicos e pelo tutor do médico cubano ouviu o profissional na tarde desta quinta, na Secretaria da Saúde do município

A comissão concluiu que não houve erro no procedimento adotado pelo médico. Segundo o médico Washington Abreu, coordenador estadual do Programa Mais Médicos, a dosagem indicada pelo médico cubano estava correta. Segundo o coordenador a dosagem indicada na receita não era para ser ministrada em dose única, "mas divididas em quatro vezes, a cada seis horas, como consta na receita, desde que a criança sentisse dor ou apresentasse um quadro febril".

A Secom informou que o médico explicou à mãe da criança como administrar a medicação e que nos locais onde ele trabalhou anteriormente é comum receitar a medicação da maneira que fez, e não fracionada, como no Brasil. Segundo Washington Abreu, os médicos do Programa passarão por treinamento para prescrição de medicamentos da atenção básica. Em nota, a Secom informou que as declarações da mãe da criança dadas à imprensa defendendo o médico pesaram na decisão de reintegrá-lo à equipe.

A diarista Gilmara Santos, que levou o filho até o posto de saúde da cidade, afirmou que o atendimento foi perfeito. Segundo ela, o profissional explicou como dar o remédio e a história veio à tona quando ela voltou ao Posto de Saúde para que o filho fosse atendido novamente. Na ocasião, outra médica o atendeu. Gilmara mostrou a receita à médica que, segundo ela, chamou outra colega. As duas tiraram uma foto e postaram a receita na internet, chamando a atenção do vereador José Carneiro, que viu a imagem publicada no Facebook e denunciou o caso na Câmara de Vereadores da cidade.

O médico cubano, que atende no município baiano há uma semana, integra a lista de profissionais do Mais Médicos, do governo federal. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o afastamento do profissional foi uma medida provisória para que a denúncia fosse apurada.

Segundo a médica pediatra Márcia Porto que postou a foto e atende em clínicas da capital baiana, a dose receitada era quatro vezes maior do que a indicada. "Para uma criança de 10 kg, o ideal era ter receitado 10 gotas. 40 gotas é dose para adulto", disse

Os médicos estrangeiros que atuam na Bahia tiveram no Brasil aulas de atenção básica, língua portuguesa, e expressões regionais. O curso foi realizado pela Escola de Saúde Pública da Sesab e coordenado, na parte pedagógica, pelo médico, professor da UFBA e supervisor de Recursos Humanos da Sesab, Washington Abreu.

Abreu, explicou que as aulas de português foram focadas na comunicação dos médicos com os pacientes para que ambos entendam o que for dito. Inicialmente, foi aprimorado o vocabulário médico básico para uma consulta, para facilitar a comunicação com os pacientes. 

A notícia do afastamento do médico levou moradores do conjunto Viveiros à Unidade de Saúde para reclamar da atitude da secretária e solicitar o retorno imediato do profissional. 

Os moradores afirmaram que, caso o médico não retorne para a unidade, farão uma manifestação fechando a entrada do posto de saúde. Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) informou que está acompanhando, em conjunto com o Ministério da Saúde, o caso e que não cabe a ela a fiscalizar o exercício da profissão médica e sim ao conselho de classe.



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