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04/10/13
Não-médicos prestam atendimento de saúde básica na África
Iniciativa é da ONG Last Mile Health, dirigira pelo médico Raj Panjabi, que considera inviável colocar um hospital ou médico em cada localização considerada remota
Da Redação

Através da criação de uma organização sem fins lucrativos, a “Last Mile Health”, um médico liberiano começou, em 2005, a testar um método para resolver o problema da saúde na África subsaariana, onde cerca de um bilhão de pessoas não têm acesso a hospitais, clínicas ou médicos de qualquer espécie. As informações são da Forbes Magazine.  

Cerca de 400 milhões de pessoas que vivem nas zonas rurais sabem que, se uma criança apresentar sintomas de febre, certamente terá de enfrentar uma caminhada de aproximadamente dois dias em busca de tratamento médico. E isso pode transformar um pequeno mal em uma sentença de morte. 

Dr. Raj Panjabi chegou à conclusão de que não era viável colocar um hospital ou um médico em cada localização remota do continente, e decidiu oferecer aos moradores locais a formação para executar tarefas básicas de saúde e equipá-los com medicamentos essenciais que podem, além salvar vidas, criar mais empregos.

Através da ONG “Last Mile Health”, Panjabi treina pacientes e outros membros não-médicos para serem “defensores da saúde”. Sua meta, em 5 anos, é contratar e apoiar 300 novos colaboradores para tratar 150 mil pessoas. E numa escala maior, servir como um modelo para ajudar os 400 milhões de africanos que ainda carecem de cuidados de saúde primários.

Este ano, cerca de 300 profissionais da chamada “linha de frente” da “Last Mile Health” irão tratar mais de 30 mil liberianos. “Se você ficar doente na cidade, você tem uma chance”, diz Panjabi. “Mas se você estiver em uma área rural, você morre no anonimato”, completou.

E Panjabi sabe disso melhor do que ninguém. Nascido na Libéria, ele viu a guerra civil destruir o seu país. “Perdemos tudo em poucas semanas”, lembra. Aos nove anos, conseguiu entrar em um helicóptero de resgate e partir em direção a uma nova vida. Reassentado na Carolina do Norte, foi para Chapel Hill, tornou-se médico e ingressou na faculdade de Harvard Medical School – uma passagem para uma vida de altos salários e prestígio.

Mas ele nunca esqueceu as suas raízes. Quando a Guerra Civil acalmou, há uma década, a Libéria tinha apenas 51 médicos para um país de aproximadamente quatro milhões de pessoas. Na floresta da Libéria, a mais densa na África Ocidental, esse número ficou praticamente em zero.

Em Harvard, Panjabi encontrou Paul Farmer, fundador da Partners In Health (PIH) – organização de saúde sem fins lucrativos fundada em 1987, em Boston, especialista em questões de saúde que envolvem o terceiro mundo. Segundo Farmer, os números eram assustadores. “Um bilhão de pessoas vão para suas sepulturas, muitas vezes prematuramente, sem encontrar um profissional de saúde”, completou.

Aos poucos, o modelo de Panjabi começa a mudar essa realidade. Na aldeia onde se localiza a Last Mile Health, enfermeiros já têm a disposição material para tratar doenças que vão da tuberculose à diarreia, medicamentos para tratar AIDS, malária e pneumonia, além de suplementos nutricionais para recém-nascidos. Material considerado básico para os americanos, mas revolucionário no contexto africano.



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