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19/06/15
Médico de hospital da UFRJ é exonerado após queixa sobre falta de materiais
Em carta, chefe do setor de cirurgia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho afirma que faltam insumos essenciais à realização de operações com segurança
Da redação

A direção do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, decidiu exonerar, nesta quarta-­feira (17), o chefe do setor de cirurgia cardíaca da unidade após vazar o comunicado interno no qual ele afirmava que as operações estavam sendo realizadas sem materiais essenciais. Em uma carta, enviada no dia 15 de junho à direção geral do hospital, o médico Mauro Paes Leme de Sá avisou que iria suspender as atividades na cardiologia do hospital devido à falta de insumos essenciais à realização de operações com segurança. Com informações da Folha de S. Paulo.

No documento, Paes afirma, por exemplo, que há meses o estoque de cateter de balão intraaórtico - uma espécie de coração artificial, que bombeia sangue quando o órgão para de funcionar - estava com estoque zerado. Ao todo, o médico lista sete itens considerados indispensáveis em um centro cirúrgico do segmento. 

Eduardo Côrtes, diretor geral da unidade, reconheceu que faltam materiais eventualmente e informou já foram realizados pedidos de compra dos insumos fora de estoque. Além disso, Côrtes confirmou a existência da carta, mas negou que as cirurgias tenham sido suspensas. Entretanto, ao ser questionado sobre os itens listados, Côrtes afirmou que não tinha condição de saber quais estariam em falta.

Segundo ele, as cirurgias cardíacas acontecem às segundas-­feiras. Mas, se há falta de materiais para determinados procedimento, a operação não é realizada e, em caso de emergência, o paciente é transferido. Ainda conforme Cortês, eventualmente faltam materiais, mas as reposições são constante.

O diretor­-geral também afirmou que a carta possui elementos falsos. Segundo ele, a assinatura de Sá e o carimbo do autor foram forjados, mas o conteúdo está correto. Ele disse que abrirá uma sindicância para apurar o caso.

Custos - Inaugurado em 1978, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho possui uma estrutura com duas torres de 15 andares, 220 leitos - e espaço para 2000 leitos - e 160 médicos residentes. Em 2010, parte do segundo prédio foi demolida, reduzindo a capacidade pela metade. Sem orçamento próprio, a unidade vive de repasses do SUS (Sistema Único de Saúde). 

De acordo com Côrtes, os repasses não cobrem os custos, que giram em torno de R$ 4,4 milhões por mês. Dos R$ 10,5 milhões liberados pelo Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), do Ministério da Educação, R$ 7,5 milhões foram contingenciados. Ainda segundo Cortês, com a redução de leitos, a receita "caiu muito".

O cardiologista e ex-­diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Carlos Alberto Machado, afirma que um hospital que não possui os itens básicos citados na carta - com por exemplo, solução cardioplégica, utilizada para fazer o coração parar de bater; e materiais básicos, como campos cirúrgicos, lençol que isola a área operada do resto do corpo do paciente -, não poderia realizar cirurgias cardíacas.



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