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21/06/16
Ministro da Saúde não pretende controlar qualidade dos planos
Para Ricardo Barros vale a máxima de quanto mais, melhor. Segundo ele, não cabe à pasta realizar o controle. Professora contesta a declaração
O Estado de S Paulo

Brasília ­ O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou que não pretende controlar a qualidade dos serviços de planos de saúde ofertados aos usuários. Segundo Barros, o consumidor não é obrigado a contratar um plano e não cabe ao ministério realizar esse controle. Com informações do jornal O Estado de S Paulo.

Embora tenha afirmado que não está preocupado com a qualidade, o ministro vem repetindo a máxima de que “quantos mais planos, melhor”. Para ele, quanto mais pessoas na saúde suplementar, mais recursos sobram para custear o Sistema Único de Saúde (SUS). 

Ainda segundo o ministro, o maior problema do setor de saúde suplementar hoje é a judicialização, reflexo da lentidão da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em regulamentar o setor. Ou seja, a onda de ações judiciais movidas por consumidores que exigem dos planos uma prestação de serviços que as empresas muitas vezes se recusam a oferecer. 

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Lígia Bahia, disse que as declarações do ministro mostram desconhecimento do setor e uma mentalidade atrasada. Ela observa que o fato de muitas pessoas terem planos de saúde não significa que o SUS será menos procurado ou que a pressão sobre os custos serão menores. Conforme Ligia Bahia, mesmo as pessoas que têm planos de saúde recorrem ao SUS, sobretudo quando se trata de um procedimento de alto custo. Ainda segundo a professora, em períodos de recessão as operadoras tendem a oferecer planos mais baratos, com cobertura ainda mais reduzida. 



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