home notícias Gestão
Voltar Voltar
20/07/15
MP investiga fraudes em Hospital das Clínicas de Marília
Diretores e médicos da Famema são investigados por fraudes, desvios de recursos e superfaturamento de serviços e materiais pagos pelo SUS
Da redação

O Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE) e a Polícia Federal (PF) investigam diretores, médicos e altos funcionários da Faculdade de Medicina de Marília (Famema) e do Hospital das Clínicas. O grupo é investigado por fraudes, desvios de recursos e superfaturamento de serviços e materiais médicos pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com informações do Estado de S. Paulo.

Além disso, a precariedade de atendimento também está sob investigação. Conforme o procurador da República, Jefferson Aparecido Dias, são casos de médicos que receberam quantias muito acima do serviço praticado, como a realização de plantões em 365 dias por ano, "algo humanamente impossível”.

Dias explica que o MPF encontrou casos de diretores da Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília (Famar) ­ entidade que é responsável pela gestão da faculdade e do hospital ­ que mantinham consultórios particulares dentro do HC, sendo que o hospital­escola e a faculdade são autarquias estaduais, e o atendimento é totalmente realizado pelo SUS.Além disso, diretores da fundação contratavam seus próprios laboratórios para realizar os exames pelo SUS, segundo apurou o procurador. Dias afirmou ainda que há indícios de direcionamento de licitação.

A polícia e MPF estão analisando documentos e computadores apreendidos na última sexta-­feira pela PF na fundação, hospital, faculdade, casas de suspeitos e em empresas particulares de serviços médicos. Dias afirmou que será preciso ainda mais dez dias só para separar e dar encaminhamento a esse material, para depois ouvir os envolvidos. 

Uma apuração devido à falta de materiais básicos - como álcool, algodão e gaze -- que paralisaram serviços e pesquisas, foi realizada após denúncias dos alunos de Medicina. 

O Hospital das Clínicas de de Marília atende 1,2 milhão de pessoas de aproximadamente 60 cidades e,desde abril, a situação é considerada precária. A Famar anunciou, no final de junho, que seria preciso realizar um corte de 50% dos serviços prestados pelo HC, como cirurgias eletivas e redução de leitos. Na última segunda-­feira, os funcionários entraram em greve pedindo 20% de aumento.

O prefeito de Marília, Vinicius Camarinha (PSB), enviou ofício ao promotor de Justiça Isauro Bogossi Filho, que apura a precariedade no atendimento, avisando que haveria a paralisaria de 50% das atividades no hospital, a partir de julho. Segundo Camarinha, foi informado que seria cortado 50% dos serviços, como metade das cirurgias eletivas e 40 leitos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Famema, todos os responsáveis pela unidade estão viajando. Em nota, a entidade utiliza o cenário econômico atual para explicar a situação de crise e afirma que as licitações feitas pela fundação e pelo HC estão dentro da legalidade. Além disso, segundo a assessoria da Famema, a falta de equipamentos básicos e de medicamentos foi “pontual” e já está em ordem.



PUBLICIDADE

Newsletter

Cadastre-se e receba as novidades do Diagnosticoweb em seu e-mail

agenda

facebook

© Copyright 2012, Diagnósticoweb . Todos os direitos reservados.