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17/12/15
No Brasil, 9 em cada 10 médicos falam com seus pacientes pelo Whatsapp
O bloqueio da plataforma durante 48 horas vai afetar alguns aspetos desta interação
Filipe Sousa

Os médicos brasileiros são os que mais usam Whatsapp em todo o mundo. 87% dos médicos no Brasil usam Whatsapp para falar com seus pacientes. Mais que os italianos (62%) e bem mais que os britânicos (2%), revela um estudo global partilhado pela publicação londrina City AM. 

O estudo concluiu que mensagens de texto e emails vêm sendo cada vez mais utilizados, mas que, globalmente, o telefone continua sendo o meio principal para o contato entre médico e paciente (84%)

Os apps de saúde têm sido encarados com otimismo crescente, o mesmo acontecendo com os wearables (vestíveis) e, segundo a pesquisa, 4 em cada 5 médicos afirmam que as ferramentas de saúde digital "vieram para ficar". Apesar da aceitação teórica ser crescente, na prática a aceitação tem sido lenta. A pesquisa indicou que 55% dos médicos recomendam APPS aos seus pacientes, no entanto, apenas 36% pretende fazer o mesmo futuramente.

Paul Mannu, diretor do Cello Health Insight, diz que uma parte dos médicos ainda não encaram as ferramentas digitais como uma séria forma de prevenir doenças. Para que isso mude, defente Mannu, é necessário que os médicos consigam ver os benefícios de um APP no paciente: aliviando o peso da doença ao mesmo tempo que facilita o trabalho do médico.

O caso indiano

Na Índia, mais concretamente em Pune, os médicos do KEM Hospital usam os seus smartphones como forma de agilizar o diagnóstico de pacientes com doenças cardíacas. A plataforma do WhatsApp passou a ser usada para troca de imagens dos eletrocardiogramas, conduzindo a uma observação mais rápida e a uma poupança de tempo na verificação e na atuação.
Esta abordagem permite começar o tratamento de um paciente que tenha sofrido um infarto dentro da "hora dourada", o período durante o qual a taxa de sucesso da assistência é maior.

O uso do WhatsApp como ferramenta de otimização da comunicação hospitalar, permitindo rápida troca de informação entre pessoal hospitalar, e da interação com pacientes, informando sobre consultas médicas ou exames, é uma realidade, contudo, as reservas sobre a sua utilização ainda existem, sempre focando nas questões de segurança e privacidade das informações partilhada.

A suspensão temporária do serviço, terá um impacto na comunicação interna dentro do hospital e na comunicação com os pacientes, algo que é uma novidade para o setor. A saúde brasileira tem dois dias para avaliar o peso do uso das plataformas digitais no seu funcionamento.



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