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25/06/15
Paciente sedado grava xingamentos de médicos durante cirurgia
Americano ganhou na Justiça indenização de US$ 500 mil; gravador do celular ficou ligado acidentalmente durante procedimento
Da redação

Um paciente sofreu ofensas da equipe de médicos enquanto estava sendo anestesiado para um procedimento de colonoscopia em uma clínica de nome não identificado, em Reston, Virgínia, nos Estados Unidos, em abril de 2013. A vítima, que preferiu manter o anonimato, afirma que ligou o aparelho antes do procedimento para capturar orientações médicas, mas esqueceu de desligá-lo em seguida. Após mover uma ação contra os médicos por difamação e práticas médicas inadequadas, o Tribunal do Júri do Condado de Fairfax concedeu indenização no valor de US$ 500 mil. Com informações do Washington Post.

O paciente afirma que gravou as ofensas por acidente. Ao ouvir a gravação, ele descobriu que havia registrado todo o procedimento e que a equipe cirúrgica passou a insultá-lo assim que ele adormeceu. Além de gravar os comentários agressivos, o celular também captou o momento em que os profissionais escreveram um diagnóstico falso no prontuário clínico. “Após conversar com você por quinze minutos no pré-operatório, eu queria socar a sua cara para você ficar mais macho”, diz a anestesista Tiffany Ingham, de 42 anos. Enquanto se dirigia a outros médicos, ela ainda se refere ao paciente como covarde e retardado 

O gastroenterologista responsável pela colonoscopia, Soloman Shah, também foi gravado enquanto os médicos discutiam sobre um machucado na pele do paciente. “Se não for ebola, você está bem”, disse. O médico também foi acusado de não desencorajar Ingham quando ela, além de proferir comentários ofensivos, escreveu no prontuário da vítima que ele tinha hemorroida, o que não era verdade.

O Júri de Fairfax fixou a indenização em US$ 100 mil por difamação, US$ 200 mil por Danos Morais e US$ 200 mil por má prática médica. Os advogados do paciente pediram indenização no valor de US$ 1,75 milhão. No entanto, de acordo com o jurado que participou do julgamento, Farid Khairzada, um dos componentes do Júri não estava convicto em conceder o valor pedido pela vítima, enquanto outro defendia a tese de um valor ainda maior. Eles chegaram à quantia estipulada após um acordo de consenso. “Não havia muita defesa, porque estava tudo gravado. Para garantir que algo assim não volte a acontecer, chegamos a conclusão de que ele deveria receber alguma coisa”, disse Farid.



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