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19/05/15
Padilha deverá ser ouvido em inquérito da Operação Lava Jato
Inquérito apura suspeitas de que servidores do Ministério da Saúde interferiram no processo de contratação de empresas investigadas por lavagem de dinheiro
Da redação

Alexandre Padilha, secretário municipal de Relações Governamentais de São Paulo e ex-­ministro da Saúde, será convocado a prestar depoimento na Operação Lava­ Jato. O inquérito apura suspeitas de que servidores públicos do Ministério da Saúde interferiram no processo de contratação de agências de publicidade e empresas investigadas por lavagem de dinheiro. As informações são do Valor Econômico.

Evidências da Polícia Federal (PF) apontam no direcionamento de contratos entre 2008 e 2014, mas a investigação pode retroceder a períodos anteriores. Padilha ocupou o cargo de ministro da Saúde entre 2011 e fevereiro de 2014. Antes dele, entre 2008 e 2010, o ministro foi José Gomes Temporão, no PMDB à época. 

Ricardo Hoffmann, publicitário e ex-diretor geral da agência Borghi Lowe, em Brasília, detentora de contratos publicitários com o ministério da Saúde e com a Caixa Econômica Federal, pretende fechar acordo de delação premiada e prometeu fornecer detalhes do suposto esquema de direcionamento de contratações e desvio e lavagem de verbas federais.

Um dos contratos com o Ministério da Saúde data de 31 de dezembro de 2010 e envolve R$ 120 milhões. O outro, firmado com a Caixa até 2014, é de R$ 968 milhões. Na semana passada, segundo investigadores, a Caixa Econômica Federal disponibilizou à PF os documentos ligados aos contratos publicitários.

De acordo com informações da Lava Jato, a contratação da Borghi Lowe foi dirigida por interferência direta do ex­-deputado federal André Vargas (sem partido­, PR) e com o apoio de servidores do Ministério da Saúde. Os valores relativos à publicidade eram repassados às empresas de Vargas e seu irmão, Leon: LSI (São Paulo), e Limiar (Curitiba).

Padilha informou que não comentaria a investigação, em nota enviada pela assessoria de imprensa. De acordo com o Ministério da Saúde, a pasta já se posicionou no mês passado, quanto o atual ministro Arthur Chioro (PT) disse que os contratos sob suspeita foram assinados antes da chegada de Padilha ao ministério. 

Além disso, Chioro anunciou a suspensão dos contratos e a abertura de uma sindicância.  Já de acordo com a Borghi Lowe, Hoffmann foi desligado da empresa em dezembro e também está colaborado com as investigações.

As investigações sobre a publicidade federal ocorem no mesmo momento em que há um conflito dentro da Polícia Federal em relação à Operação Lava Jato. Neste domingo, os procuradores que integram a força-tarefa divulgaram uma nota oficial em que relatam ter encontrado equipamentos de escuta na sede da Polícia Federal, em Curitiba. 

Os dispositivos foram localizados no teto da cela do doleiro Alberto Youssef e na luz de emergência perto das escadas do edifício sede da PF, no Paraná - local conhecido como "fumódromo".

No início do mês, Dalmey Fernando Werlang , agente federal, disse em depoimento ao delegado Mário Renato Castanheira Fanton, que foi orientado pela direção da PF, em Curitiba, a grampear a cela de Youssef. 

O depoimento, anexado à investigação conduzida pela corregedoria da PF, em Brasília, foi enviado às redações de jornais na semana passada pela assessoria de imprensa contratada por uma das empresas investigadas na Operação Lava­Jato.



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