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27/01/16
Para ministro da Saúde, Brasil perdeu a luta para o Aedes Aegypti
Marcelo Castro se reuniu com o governo para tratar de medidas contra o mosquito. OMS rebateu declarações do ministro
Da redação

Brasília ­ O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou nesta segunda­feira (25) que o Brasil perdeu a luta contra o mosquito Aedes aegypti. De acordo com Castro, o Brasil convive há 30 anos com o aedes aegypti e agora a situação piorou porque, além da dengue, o mosquito transmite a chikungunya e a zika (causadora da microcefalia).

As declarações foram dadas após reunião com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Questionado se levou alguma advertência da presidente por conta das declarações polêmicas que vem dando sobre o tema, o ministro disse que, na verdade, a presidente está preocupada em relação ao mosquito.

O ministro informou que o governo brasileiro irá distribuir repelentes para 400 mil mulheres grávidas cadastradas no Bolsa Família. Nesta quarta­feira, dia 27, Castro participará de um encontro com representantes de distribuidores de repelentes para verificar questões relacionadas à disponibilidade e distribuição.

Ainda segundo Castro, na próxima sexta­feira (29), a presidente Dilma estará na Sala Nacional de Coordenação e Controle do Plano de Enfrentamento à Microcefalia, para um reunião de videoconferência com governadores e representantes das Forças Armadas, para discutir ações de enfrentamento ao mosquito.

Conforme castro, na ocasião o governo federal deverá propor a adoção de medidas que já foram adotadas em algumas cidades e que já deram certo. Como o programa de monitoramento em tempo real do trabalho de agentes, adotado no Estado de Goiás.

OMS CONTESTA DECLARAÇÃO DO MINISTRO

Ao ser questionado sobre o assunto em Genebra, na Suíça, o porta-voz da Organização Mundial da Saúde, Christian Lindmeier, classificou nesta terça-feira (26) que a declaração de Marcelo castro é "algo fatalista". Para Lindmeier, se fosse o caso, nada mais poderia ser feito. "E não é esse o caso", afirmou.

Lindmeier ressaltou que esta não é uma luta apenas brasileira. "Ainda vemos o problema nas regiões tropicais. Não posso comentar a situação brasileira. O que, sim, vemos é que há muito esforço em medidas preventivas".



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