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04/12/13
Pesquisa avalia relação entre trabalho e qualidade de vida
Segundo estudo, 59% dos executivos trabalham em empresas que não permitem que os funcionários equilibrem seu tempo com a vida pessoal e familiar
iG

Cada vez mais profissionais percebem a importância de equilibrar o tempo entre o trabalho e a vida pessoal. Por isso, as empresas que não criam um ambiente adequado correm o risco de perder grandes talentos. É o que diz uma pesquisa realizada pela universidade de administração espanhola IESE Business School, em parceria com a filial brasileira ISE Business School, com 16.128 profissionais de 22 países. As informações são do portal iG.

Segundo o estudo, dos 215 executivos brasileiros entrevistados, apenas 8% disseram trabalhar em empresas que facilitam a conciliação entre a vida pessoal e o trabalho, e 23% acreditam que trabalham em locais onde o clima é favorável a isso, contra 14% e 30% nos outros países, respectivamente. Entre os brasileiros insatisfeitos, 55% consideram que o ambiente de trabalho dificulta essa harmonia e 14% sentem que a empresa dificulta sistematicamente, ante 42% e 14% nos outros 21 países.

As organizações que não proporcionam uma melhor qualidade de vida pessoal e profissional entre seus funcionários enfrentam um grande risco. A pesquisa aponta que 59% dos brasileiros que trabalham nessas companhias pensam em deixar o emprego, contra apenas 7% dos trabalhadores de empresas que têm essa preocupação.

De acordo com o consultor e sócio-diretor da Alliance Coaching, Silvio Celestino, o Brasil está atrás de outros países em relação à responsabilidade familiar corporativa devido a uma má formação de grande parte dos gestores das empresas. "Eles não sabem planejar. O gestor não tem conhecimento o suficiente para conseguir, com a quantidade de pessoas que ele tem disponível e com as horas disponíveis de trabalho, gerar o resultado que ele precisa. Você acaba sobrecarregando o funcionário e a parte visível disso é a pessoa ter menos horas de convívio familiar", avalia.

Ainda segundo a pesquisa, apenas 21% dos brasileiros enxergam em seu líder um exemplo de alguém que consegue equilibrar o lado profissional com o pessoal, contra uma média de 46% no exterior. Para o consultor, o chamado Custo Brasil também influência no resultado. 

Líderes - A pesquisa aborda o conceito de Responsabilidade Familiar Corporativa. A ideia consiste no compromisso das empresas de incentivar uma cultura que colabore com a satisfação plena do funcionário, criando políticas que adaptem a vida profissional à pessoal e familiar de todos. Neste ponto, o papel do líder é fundamental. Além disso, somente 26% afirmam que a maneira como o chefe organiza o seu departamento beneficia os empregados e a empresa.

Benefícios - A pesquisa aponta ainda que, para os trabalhadores consideram mais importante a permissão para abandonar o escritório em caso de emergência familiar, seguida de horários de trabalho flexíveis e um calendário de férias que se adapte às necessidades do funcionário.

No entanto, eles não acreditam que estas políticas sejam o suficiente para conciliar lazer, família e trabalho. Entre os benefícios necessários estão o programa de bem-estar (como controle de estresse, exercícios físicos e etc.), sistema de compensação de horas trabalhadas (por exemplo, o funcionário poder tirar um dia de folga e, em troca, trabalhar por mais horas nos próximos dias) e o trabalho remoto (quando o colaborador faz a sua tarefa em outros lugares que não sejam o local de trabalho usual).

Benefícios - De acordo com a pesquisa, o que os trabalhadores consideram mais importante é uma rotina de trabalho em que haja flexibilidade com situações como deixar o escritório em caso de emergência familiar, horários de trabalho flexíveis e um calendário de férias que se adapte às necessidades do funcionário.

No entanto, eles não acreditam que estas políticas sejam o suficiente para conciliar lazer, família e trabalho. Entre os benefícios necessários estão o programa de bem-estar (como controle de estresse, exercícios físicos e etc.), sistema de compensação de horas trabalhadas (por exemplo, o funcionário poder tirar um dia de folga e, em troca, trabalhar por mais horas nos próximos dias) e o trabalho remoto (quando o colaborador faz a sua tarefa em outros lugares que não sejam o local de trabalho usual).

Cultura das empresas - Apesar da flexibilidade a cultura dissiminada na organização deve condizer com as políticas disponíveis, para que o colaborador não tenha medo de utilizar os benefícios. Segundo a pesquisa, entre as mulheres brasileiras, 22% acreditam que os funcionários que participam dos programas disponíveis pela companhia são menos comprometidos com suas carreiras e os que recusam transferências para outras filiais da empresa por motivos familiares comprometem a evolução na organização. Esse percentual entre os homens cai para 15%.

Já 29% das brasileiras enxergam que para prosperar na empresa é preciso trabalhar mais de 50 horas semanais, no escritório ou fora dele. Além disso, para ser bem vistas pela liderança, devem colocar a vida profissional à frente da familiar e pessoal. Entre os homens, o percentual dos que têm a mesma cultura é quase o mesmo, com 27%.

Para César Bullara, professor do Departamento de Gestão de Pessoas do ISE Business School e coordenador da pesquisa no Brasil, é necessário mudar essa visão. “Há uma clara demanda no mercado por mais qualidade de vida e as empresas que percebem isso tendem a se sair melhor quando entram na disputa por profissionais ou na retenção de talentos”, disse. “É preciso ter políticas efetivas e lideranças que a pratiquem e respeitem”.



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