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24/07/15
Polícia faz buscas em empresas que contrataram falsos médicos
Em uma nova operação de buscas e apreensão de documentos, quatro mandados foram cumpridos na região de Sorocaba, interior de São Paulo
Da redação

A Polícia Civil realizou uma nova operação de buscas e apreensão de documentos nesta terça-feira (220 em duas empresas acusadas de serem responsáveis por contratar seis falsos médicos que agiam na região de Sorocaba, interior de São Paulo. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Mairinque (SP) e São Roque (SP). Com informações da Agência Estado e G1.

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Pela manhã, policiais estiveram no Instituto Ciências da Vida (ICV), empresa que presta serviços de contratação de médicos em Mairinque, e apreendeu computadores e documentos. Em São Roque, a operação foi realizada no escritório da empresa Inovaa e mais outros dois locais.

O Ministério Público de Mairinque informou, também nesta terça, que pediu à Justiça a quebra de sigilo bancário dos suspeitos de envolvimento no caso dos falsos médicos. Além disso, em relação à fiscalização dos contratos feitos com a Innovaa, o MP irá investigar se houve omissão dos órgão públicos. O MP também não descarta a possibilidade de que mais pessoas estejam trabalhando com CRM de terceiros na região.

O caso dos falsos médicos que atuam em unidades de saúde da região surgiu após uma mulher que atendia como médica no município de Alumínio (SP), com o nome e registro profissional de Cibele Lemos, abandonar um plantão por supostamente não saber realizar um procedimento e sem dar justificativa à equipe. Indignado, o diretor da unidade decidiu consultar o Conselho Regional de Medicina (CRM) para tomar uma atitude administrativa contra a mulher. Mas, ao abrir o perfil da profissional, viu que a foto não correspondia com a pessoa que trabalhava no local.

Após o episódio, a polícia, a diretoria de Saúde e a empresa responsável pela contratação passaram a investigar todos os profissionais contratados pela prestadora de serviços, que fornecia profissionais para as cidades de Alumínio, Mairinque e São Roque.

Três dos seis médicos irregulares descobertos tiveram as identidades divulgadas pela polícia: Pablo do Nascimento Mussolim, que utilizava o CRM e o nome de Pablo Galvão, um médico do Rio Grande do Norte; Natani Thaisse de Oliveira, que utilizava os documentos de Natalia de Oliveira, de localização ainda não confirmada pela polícia, e outra mulher identificada apenas como Vilca, que utilizava o CRM de Cibele Lemos, médica que atua no norte do estado.

Pablo e Natani foram detidos pela polícia na última quinta-feira (16). Eles foram levados para a delegacia de Mairinque para serem ouvidos. A polícia suspeita que os dois tenham se formado em faculdades de medicina de outro país, cujos diplomas não têm validade no Brasil e, por isso, utilizavam CRMs de terceiros para poder atuar.

Mortes - De acordo com a delegada Fernanda Ueda, 60 declarações de óbito assinadas pelos falsos médicos estavam entre os documentos apreendidos em São Roque, na operação da Polícia Civil na última sexta-feira (17). As declarações, segundo Ueda, foram feitas por quatro pessoas que não teriam habilitação. Outra possibilidade é que eles tenham realizado a prática médica e o óbito tenha sido declarado por outro profissional. 

Ela afirma ainda que ha uma grande semelhança entre os médicos falsos com aqueles dos quais eles utilizavam o CRM. A investigação irá averiguar o envolvimento dos falsos médicos com os óbitos, disse o delegado Marcelo Carriel.

Em nota, a Innovaa, empresa prestadora de serviços responsável pelas contratações dos médicos, afirmou que as admissões foram feitas com base na apresentação dos documentos pessoais e do registro do profissional no Conselho Regional de Medicina (CRM). No caso dos médicos irregulares, todos os documentos apresentados condiziam com profissionais médicos registrados no CRM. Ainda de acordo com a empresa, a falsificação dos documentos não foi detectada porque as fotos dos profissionais só passaram a aparecer no site do Cremesp no dia 6 de julho. Também em nota, o ICV informou que está à disposição da polícia e que se sente igualmente enganada pelos falsos médicos. 



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