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06/06/14
Polícia investiga morte de fotógrafo em frente ao INC (RJ)
Equipe médica se recusou a atender paciente alegando não possuir emergência e pode ter de responder na Justiça por homicídio doloso. Hospital nega omissão de socorro
Da redação

Rio de Janeiro - Os Médicos que atuam no Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio de Janeiro, poderão ser indiciados por homicídio doloso (intencional) pela morte do fotógrafo Luiz Cláudio Marigo, de 63 anos, na última segunda-feira (02). As informações são do Estado de S. Paulo.

Marigo, após ter ido correr na orla, voltava de ônibus para casa, na zona sul do Rio e começou a passar mal. por isso, o motorista do coletivo decidiu mudar o itinerário e o levou para o hospital mais próximo, o INC, em Laranjeiras. Para agilizar o atendimento, o motorista parou o ônibus na calçada.

Mesmo com os passageiros alertando os funcionários da unidade, nenhum médico apareceu para atender o fotógrafo. Ainda sim, os funcionários recomendaram que fosse chamado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Logo depois, uma ambulância chegou ao INC e um médico que estava no veículo socorreu o fotógrafo, que sofria um enfarte. Em seguida uma equipe do Samu chegou e assumiu o atendimento, mas Marigo morreu minutos depois. 

O Conselho Regional de Medicina do Rio de janeiro (Cremerj) e a Polícia Civil investigam a responsabilidade dos médicos do INC no episódio.

Em nota, o INC declarou que "uma senhora chegou à recepção do hospital pedindo atendimento a um cidadão que passava mal na rua. Por não ter sido dimensionada a gravidade do caso, o segurança a orientou a chamar o serviço de emergência móvel - já que o INC não conta com uma unidade de emergência. 

Assim que tomou conhecimento, uma equipe médica do INC seguiu para o ônibus para prestar o atendimento e lá ficou à disposição. Paralelo a isso, foi disponibilizado um leito no CTI do hospital para recepção do cidadão em caso de sucesso da reanimação".

Ainda segundo a nota, não foi realizada a remoção imediata da vítima para a unidade porque, segundo o protocolo de reanimação cardíaca, não é recomendável a mobilização do paciente. Em entrevista à TV Globo, realizada nesta quarta-feira (04), Cynthia Magalhães, diretora médica do INC, negou que have omissão de socorro.

Segundo ela, houve uma "má informação da gravidade do que estava acontecendo dentro do ônibus". Ainda segundo Cynthia, "não há como saber o que está acontecendo dentro de um ônibus". A família de Marigo aguarda as investigações para decidir qual providência tomar. 

A assessoria da Polícia Civil informou que o motorista e o cobrador do ônibus já foram ouvidos na 10ª DP (Botafogo). O delegado ainda vai ouvir o socorrista do Corpo de Bombeiros e deverá identificar os médicos que estavam de plantão na unidade para prestarem depoimento na delegacia. Outras duas testemunhas também serão ouvidas.



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