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21/07/17
Polícia investiga morte suspeita no Hospital Sírio-Libanês de SP há sete meses
Paciente foi encontrado sem vida em um quarto da unidade hospitalar quando estava internado para um tratamento renal
Da redação

A Polícia Civil de São Paulo investiga morte misteriosa de um paciente do Sírio Libanês, que aconteceu dentro do hospital em 20 de dezembro do ano passado. Arnaldo Amar, de 68 anos, morreu de hemorragia depois que um catéter colocado no coração foi cerrado com uma faca. A CBN, que divulgou a informação, teve acesso às fotos do quarto onde a vítima estava internada para se tratar de um problema nos rins. O sangue se espalhou pelo cômodo todo, desde o banheiro até a cama.

Após sete meses do ocorrido, a família do paciente ainda aguarda um desfecho.

"Foram percalços que aconteceram em relação ao acesso de informações e de depoimentos. A medida que o tempo vai passando, fica cada vez mais difícil ter uma ideia clara do que realmente aconteceu, o que gera uma frustração muito grande. É como se fosse uma ferida que nunca fecha", lamenta a a nutricionista Marcella Amar, filha da vítima.

Conforme o inquérito policial, o Hospital Sírio Libânes não entregou as imagens das câmeras de segurança do dia em que o paciente morreu. A instituição explicou que os vídeos são apagados do sistema depois de 15 dias, apesar de a polícia tê-los solicitado informalmente horas depois da morte.

O boletim de ocorrência relata ainda que a equipe médica que estava de plantão demorou 40 minutos para descobrir a morte do idoso. O quarto onde Arnaldo Amar estava internado era quase em frente à bancada da enfermagem.

O descontentamento da família se estende também para as investigações. Como os filhos estavam no Rio de Janeiro, quem fez o B.O foi o policial militar que atendeu a ocorrência. O registro foi feito como "suicídio" porque um funcionário do hospital disse ao PM que era isso que havia acontecido. Depois, a Polícia Civil alterou o caráter da investigação para "morte suspeita".

Até hoje, nenhuma testemunha prestou depoimento. O interrogatório de enfermeiros e médicos que estavam de plantão já foi desmarcado três vezes pelo hospital. O cancelamento mais recente foi nesta quinta-feira.

Em nota, o Sírio Libanês respondeu apenas que não comenta casos envolvendo pacientes.



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