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24/09/15
Por apoio, Dilma Rousseff cogita entregar ministério da Saúde ao PMDB
Governo passou a cogitar a entrega da pasta após a cúpula do partido se recusar a indicar nomes para a reforma ministerial
Da redação

O governo passou a cogitar a entrega do ministério da Saúde ao PMDB após a cúpula do partido aliado se recusar a indicar nomes para a nova equipe que Dilma Rousseff está montando. Com informações da Folha de S. Paulo e G1.

Na manhã desta segunda-feira (21), o vice-presidente, Michel Temer, e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disseram à presidente que eles preferiam deixá-la à vontade para escolher os novos ministros. 

Com a recusa, os emissários da presidente passaram a discutir a ampliação do espaço do PMDB no governo, também para evitar a saída em definitivo da base aliada. O gesto da cúpula peemedebista, para o Planalto, preocupa e é um novo sinal de rompimento. Em novembro, durante um congresso, o PMDB discutirá se irá manter o apoio ao governo ou se entregará os cargos, tendência que hoje é considerada majoritária.

Assessores do governo acreditam que Dilma fortalecerá o PMDB ao oferecer um ministério de peso da área social. A sigla, atualmente, ocupa as pastas de Minas e Energia, Turismo, Agricultura, Pesca, Portos e Aeroportos. Já os principais cargos estão ou com o PT ou ocupados por nomes da cota pessoal de Dilma.

Para os assessores presidenciais, a Saúde deveria ser oferecida ao PMDB do Rio de Janeiro. O governador do Rio de janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), esteve com o governo na segunda. Já em conversa com alguns dos principais líderes do partido, as consultas que Dilma fez sobre nomes foram genéricas. À noite, um peemedebista afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que o ministério, ocupado atualmente pelo petista Arthur Chioro, está sim na mesa de negociações.

Temer foi o primeiro a dizer a Dilma que não faria indicações. Renan também repetiu o discurso. Segundo o presidente do Senado, não cabe a ele sugerir nomes e ele prefere discutir medidas para melhorar as contas. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha - que rompeu com o governo em julho, ao ser denunciado pelo Ministério Público na Lava Jato e acusar o governo de estar por trás da ação - foi na mesma linha. A reação parecida dos três foi o que assustou o Planalto. Outro agravante é o fato de Cunha ter o poder de dar andamento aos pedidos de impeachment. 

No desenho inicial, o PMDB corria o risco de perder duas das atuais seis pastas, já que a pasta dos Portos deve ser fundido com a Aviação Civil, e a Pesca incorporada à Agricultura. Da cota do PT, o governo deve fundir três secretarias hoje com status ministerial: Direitos Humanos, Igualdade Racial e Mulheres.

O Gabinete de Segurança Institucional, a Secretaria de Assuntos Estratégicos e a de Relações Institucionais perdem o título de ministério. Por último, o governo vai extinguir o Ministério da Micro e Pequena Empresa.



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