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21/01/15
Hospitais devem estar preparados para crises de energia, diz ANAHP
Francisco Balestrin, presidente do conselho da ANAHP: Não existe plano B para esse tipo de situação. Não pode faltar energia em um hospital e ponto final
Eduardo César

O apagão que atingiu 11 Estados por volta das 15 hora desta segunda-feira (19) e durou cerca de 50 minutos repercutiu nas principais entidades representativas dos hospitais e levantou questões sobre como proceder em emergência desse tipo. "Não existe 'plano B' para esse tipo de situação. Não pode faltar energia em um hospital e ponto final", disse Francisco Balestrin, presidente do conselho da Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP), ao portal Diagnósticoweb.  

O dirigente acrescenta que episódios em que falta luz em hospitais são casos isolados de má gestão na unidade. "Se isso acontecer, é porque algo está errado. Hospitais, quando construídos, precisam atender a uma série de padrões e isso inclui medidas de prevenção adotadas em casos de falta de luz. Isso é 'plano A', e quem não atende a essas exigências é porque está fora da lei", reforça.

Ainda conforme o presidente da ANAHP, todas as instituições associadas à entidade estão em acordo com um modelo de acreditação que define regras em casos de apagões e nenhum problema foi registrado. "Existe uma série de sistemas múltiplos e paralelos de prevenção, que vai de um simples foco de luz com bateria extra para exames clínicos, aos geradores como fonte de energia alternativa, afirma. 

Fragilidade  – "Não existe 'plano B', mas a maioria dos hospitais brasileiros não é acreditada e nós sabemos que acidentes desse tipo vão continuar acontecendo", disse o presidente da Federação Brasileira dos Hospitais (FBH), Luiz Aramicy. Ele acrescenta que medidas para evitar apagões ainda precisam ser tomadas. "Os hospitais precisam estar mais bem preparados para esse tipo de situação porque essa é uma questão que vem abalando as estruturas da saúde do país", adverte.

"Vamos ter que nos preparar para isso a curto prazo porque só teremos até abril para ter uma condição de superavit de energia e se isso não acontecer até lá, nós iremos enfrentar um problema que já está sendo anunciado", completa o presidente da FBH.

O episódio também aumenta a necessidade de se antecipar em relação às medidas de segurança dessa natureza. "A nossa recomendação principal é que os gestores de hospitais atuem em acordo com as normas de acreditação e isso seria o suficiente para não se falar em um 'plano B'", alerta Aramicy.  

Para Balestrin, o mais importante é que os hospitais possuam geradores que funcionem nas áreas de terapia intensiva, centros cirúrgicos e no sistema de transporte vertical – elevadores, "além de lâmpadas de emergência", completa.

No caso do hospital Sírio-Libanês, de acordo com o médico Gonzalo Vecina Neto, diretor executivo da unidade, o complexo possui uma usina de cogeração de energia elétrica, além dos sistemas de prevenção recomendados para casos de emergência.

"A implantação da usina foi uma forma de reforçar as medidas de prevenção, porque essa é uma questão muito preocupante e cada vez mais a assistência à saúde é dependente de uma fonte segura de fornecimento de energia elétrica", pontua o gestor. Em comunicado, a assessoria do Sírio-Libanês informou que não houve nenhum tipo de problema com o apagão ocorrido na segunda.

Causas – O apagão atingiu os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Distrito Federal.

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o apagão foi causado por um problema técnico em uma linha de transmissão de Furnas, que faz a ligação Norte-Sul da rede da companhia administrada pelo Grupo Eletrobras. Segundo ele, a falha de um banco de capacitores da linha ocasionou uma variação na frequência do sistema interligado e levou ao desligamento de 11 usinas de geração.

Já a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) informou, em nota à imprensa, que o apagão foi decorrente, em parte, do aumento da demanda de energia no horário de pico.



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