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12/07/12
Princípio de incêndio atingiu área externa do Hospital das Clínicas (BA), nesta quarta-feira
Ocorrência reabre discussão sobre presença obrigatória de brigadas de incêndio nos hospitais
Da Redação

Um principio de incêndio ocorreu no Hospital Universitário Professor Edgard Santos, na tarde desta quarta-feira (11), no bairro do Canela, em Salvador. O complexo possui brigada de incêndio formada por funcionários treinados que combateram o fogo com extintores até a chegada do Corpo de Bombeiros. A situação foi controlada em cerca de meia hora.

O incêndio aconteceu em uma área externa, anexo ao prédio principal, onde funciona um reservatório de óleo que alimenta a caldeira e não houve necessidade de evacuação. Apesar da fumaça que se formou no local, não houve danos à estrutura e ninguém se feriu porque os funcionários não circulam no depósito, informou a assessoria do hospital ao portal diagnosticoweb.

Este é o segundo registro de incêndio em hospitais do Brasil em apenas uma semana. Na última quarta-feira (04), um incêndio atingiu o almoxarifado do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro. Na ocasião, pacientes dos setores de cardiologia e neurologia foram transferidos para outras enfermarias por causa da grande quantidade de fumaça. Uma paciente que sofria de fibrose pulmonar e estava em estágio terminal morreu e a inalação de fumaça é uma das possibilidades da fatalidade.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas, mas sabe-se que o hospital estava há 12 anos sem inspeção de segurança do Corpo de Bombeiros. O episódio reabriu a discussão sobre como as instituições de saúde precisam se adequar às urgências dessa natureza.  

Segurança – A presença de brigadas de incêndios é obrigatória em empresas, condomínios e estabelecimentos comerciais – assim como em hospitais públicos e privados –, com o objetivo de agir de imediato em qualquer indício de fogo. São regulamentadas por Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros dos respectivos Estados, mais as normas técnicas da ABNT. Além disso, uma normatização do Ministério do Trabalho obriga os brigadistas a se adequarem à legislação de cada Estado sobre segurança contra incêndio.

A brigada é formada por um grupo de especialistas, voluntárias ou não, capacitados para atuar na prevenção, abandono e combate de incêndio, e que também estejam aptos a prestar primeiros socorros às vítimas, dentro de uma área pré-estabelecida.  

O Ministério do Trabalho e Emprego diz que todas as empresas também devem possuir itens de proteção contra incêndio, saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, equipamento para combater o fogo em seu início e pessoas capacitadas para o uso correto dos equipamentos.

Mas a realidade é adversa em alguns estados brasileiros. Matéria publicada no portal O Dia revela que, entre as principais unidades de saúde pública do Rio de Janeiro, 12 não passam por vistoria técnica do Corpo de Bombeiros com a frequência correta. Destas, oito – como o Souza Aguiar, maior Emergência da América Latina –, não possuem sequer brigadas de incêndio.

Bahia – Além do Hospital das Clínicas, no dia 06 de junho, um incêndio considerado de médio porte atingiu as instalações do almoxarifado central do Hospital São Rafael. O estoque de fármacos e materiais especiais do hospital – um dos mais modernos complexos médicos do Norte-Nordeste –, foi comprometido pelas chamas e precisou ser reabastecido. Não houve feridos.

Segundo Ivone Cerqueira, Coordenadora do Serviço de Desenvolvimento de Pessoas do Hospital Universitário Professor Edgard Santos, a instituição conta atualmente com 22 brigadistas certificados, e 40 em fase de certificação, submetidos ao treinamento  – um curso ministrado por um especialista da área de prevenção e combate a incêndios. "Para os funcionários do complexo, são realizadas palestras semestrais de combate à incêndio, técnicas de evacuação", completa.

No caso do HSR, a brigada é formada por 46 especialistas que passam por treinamentos periódicos que incluem técnicas de reanimação cardiopulmonar (RCP) para adultos, crianças e bebês; manobras para desobstrução de vias aéreas por corpo estranho; procedimentos para atendimento a vítimas com convulsões; mobilização com colar cervical e transporte de pacientes em prancha rígida. 

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