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27/11/12
Problemas financeiros atingem 25% das operadoras
Segundo ANS, na maioria dos casos, desequilíbrio econômico é causado por falhas na gestão. Maioria das operadoras em crise é de pequeno porte
Da Redação

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cerca de 25% das 339 operadoras de planos de saúde em atividade no país apresentam algum tipo de problema financeiro. Acompanhadas de perto pela agência reguladora, deste grupo em situação de risco, 72 já estão em fase de liquidação extrajudicial. Outras 127 estão sob "direção fiscal", processo em que há uma intervenção da ANS através de um diretor fiscal dentro da empresa para acompanhar a gestão durante um ano. Caso a operadora não atinja as metas, ela é fechada.

De acordo com Leandro Fonseca, diretor-adjunto da ANS, a maioria das operadoras em direção fiscal é de pequeno porte, mas há também algumas de médio porte. “A maioria delas acaba não conseguindo resolver suas pendências e vai para liquidação”, disse. Entende-se por plano de saúde de médio porte, quando há entre 20 mil e 100 mil beneficiários.

Dentro do Programa de Adequação Econômica-Financeira da ANS há ainda 140 convênios médicos. O programa é um primeiro alerta de desequilíbrio nas contas das empresas. A partir disso, elas são obrigadas a apresentar um plano de recuperação. Para Fonseca, o principal motivo que tem levado as operadoras a esta situação é a falta de eficiência na gestão. “O mercado trabalhava em regime de caixa, sem muita prática de gestão de risco. Na época da inflação, as operadoras tinham bons resultados financeiros e tocavam seu negócio com esses ganhos”, disse.

A ANS também passou a exigir uma série de reservas financeiras para os casos de falência dos planos de saúde. Por isso, muitas empresas operam com margens de lucro apertadas e não possuem recursos para fazer as provisões exigidas pelo órgão. Entre essas provisões esta, por exemplo, a exigência de que a operadora tenha uma reserva de aproximadamente 9,5% do total pago pelos contratantes dos planos.

As operadoras têm até 2013 e 2017, dependendo do tipo de garantia, para se adequarem às exigências de provisões. "Essas exigências não foram feitas de forma repentina. Foram dados prazos para que as operadoras fossem cumprindo aos poucos as exigências", disse o diretor da ANS. 

*As informações são do Valor Econômico.



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