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08/08/13
USA: profissionais de saúde sofrem mais danos do que os de outros setores
Segundo relatório do Public Citizen, trabalhadores da saúde tiveram 152 mil casos a mais do que a segunda área com mais ocorrências. Assunto foi publicado em reportagem do USA Today
Da redação

Um novo relatório da Defesa Nacional dos Estados Unidos afirma que, devido aos padrões limitados de inspeção, os profissionais de saúde americanos sofrem mais com acidentes de trabalho do que qualquer outro setor da indústria. O tema foi abordado no início da semana através de uma reportagem do jornal USA Today

Segundo o texto, o estudo do Public Citizen revelou que, em 2010, os trabalhadores da área de saúde tiveram cerca de 654 mil casos relacionados a acidentes de trabalho e doenças, cerca de 152 mil a mais do que o setor da construção civil, o segundo mas deficiente. Mesmo assim, segundo o relatório, a agência responsável pela segurança do trabalhador – a Occupational Safety and Health Administration (OSHA) – realiza cerca de 20 inspeções a mais no setor de construção do que na saúde, diz a reportagem.

De acordo com Keith Wrightson, advogado de segurança do trabalhado do Public Citizen e coautor do relatório, os dados revelam que o governo norte-americano “quebrou a promessa que fez em relação aos profissionais de saúde”. O Centro para Controle e Prevenção de Doenças cita uma série de riscos que os trabalhadores enfrentam durante o trabalho, como picadas de agulha, lesões devido à condução de pacientes e equipamentos móveis, alergia ao látex e violência. Apesar da gravidade das ocorrências, o relatório aponta o número de inspeções e os recursos limitados como os principais responsáveis pela situação.

Segundo Lincoln Taylor, diretor de pesquisa da Public Citizen e coautor do estudo, outros setores industriais registram mais mortes. Entretanto, “os cuidados com a saúde merecem um número significativamente maior de inspeções do que recebe atualmente”. Em comunicado feito em 2010, o Secretário do Trabalho, David Michaels, reconheceu que os problemas de segurança devem ser abordados como prioridade. “É inaceitável que os trabalhadores que dedicam suas vidas a cuidar dos pacientes sejam os mesmos que enfrentam o maior risco de acidente de trabalho e doença”, disse, Michaels.

A OSHA chegou a implantar várias normas de segurança de saúde e as leis estaduais também exigem um tratamento ao paciente mais seguro. Mesmo assim, segundo a reportagem, a agência não possui “um padrão específico para avaliar e reduzir o estresse físico de atividades, como esforço prolongado e condução dos pacientes”.  

A reportagem revela que a situação custa, aos EUA, cerca de US$ 7 bilhões por ano, de acordo com dados do Bureau of Labor Statistics, agência do governo que regula as estatísticas relacionadas à economia do trabalho. Por outro lado, duas das indústrias mais perigosas – agricultura e construção – possuem, atualmente, mais seguros do que há uma década, de acordo com o CDC, órgão norte-americano responsável pelo controle de doenças infectocontagiosas. Em comunicado, a OHSA afirmou que “não possui recursos para avançar com todas as regras”. 

O relatório recomenda “uma política de tolerância zero em relação às normas de segurança”. Segundo Suzy Harrington, diretora de saúde e segurança da American Nurses Association, “estabelecer uma cultura de segurança para o manuseio do paciente é uma mudança de paradigma, assim como foi, há 20 anos, com a utilização de equipamento de proteção para o manuseio de fluidos corporais”.

As informações são do USA Today.



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