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25/09/12
Promessas antigas de novos hospitais não saem do papel
Falta de planejamento e recursos impedem construção de novas unidades
Da Redação

Em busca de votos durante a campanha eleitoral, políticos recorrem à velha promessa de fazer novos hospitais, geralmente em áreas com carência de oferta de serviços públicos. Porém, durante as campanhas, projetos desse tipo são apresentados de forma superficial e dificilmente acabam sendo executados, principalmente pela falta de planejamento e insuficiência de recursos. A oferta de leitos hospitalares nas capitais está abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde. A Média atual é de 2,13 leitos por mil habitantes, o ideal seriam três. 

Em Salvador, única capital do país sem hospital municipal, a construção de uma unidade na periferia voltou a ser bandeira na campanha atual. Entretanto, o eleitor soteropolitano mal consegue diferenciar o discurso atual das eleições anteriores. Líder nas pesquisas de intenção de voto, o deputado federal ACM Neto (DEM) promete, finalmente, tirar a promessa do papel no bairro do Pau do Lima por meio de PPP.

Reunido com representantes do Fórum Inter-Religioso de Saúde de Salvador, o candidato Nelson Pelegrino (PT) ouviu muitas queixas sobre o setor, entre elas a ausência de um hospital. Alegando falta de dinheiro, ele pôs o pé no chão: "Salvador é pobre, tem R$ 100 milhões por ano para investir". Assim, o petista promete cortar despesas com custeio para melhorar o caixa do setor.

Os dois principais candidatos à Prefeitura de Recife também se comprometem a erguer novos hospitais. Tanto o ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PT), como Geraldo Julio (PSB), garantem que, se eleitos, vão construir um hospital exclusivamente feminino, equipado com maternidade de alto risco. 

O petista se compromete a erguer um hospital para a terceira idade e outro para as crianças. Quase tudo será pago com recursos municipais, mediante a elevação do percentual do orçamento da saúde. Ambos declaram que aumentarão a fatia dos atuais 15% para 20% das receitas totais, o que elevará os gastos anuais do setor entre R$ 130 milhões e R$ 150 milhões. O restante do dinheiro para os novos investimentos virá de parcerias com os governos federal e estadual, que os dois candidatos prometem intensificar.

São Paulo - Três ideias estiveram na lista de propostas para a área de saúde dos candidatos à prefeitura de São Paulo. - Um hospital municipal em Brasilândia, periferia da zona norte; a transformação de um hospital privado falido em uma unidade pública, na Vila Carrão, zona leste; e a chegada de um novo hospital da prefeitura na Capela do Socorro, uma das regiões mais pobres da cidade, no extremo da zona sul.

Mas, na gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), nenhum deles até agora saiu do papel, embora ainda estejam presentes nas promessas que permeiam a nova campanha de sucessão.

A construção destes três hospitais na periferia paulistana, que representa 215 leitos, está no conjunto de 75 metas assumidas por Kassab para a área da saúde no início do mandato, em 2008. 

Mas apenas 19 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) para tratamento de deficientes mentais e viciados foram entregues até o momento. Já os três hospitais estão prometidos para o dia 31 de dezembro, mas a situação de abandono dos imóveis torna a missão impossível. 

*Com informações do Valor Econômico.



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